JESUS, EU CONFIO EN VÓS

Somo Servos da Misericórdia Divina.

O que é extraordinário, nos textos e mensagens entre Jesus e a Irmã Faustina, é que em qualquer dos textos citados podemos identificar-nos com a Irmã Faustina, como se estas mensagens estejam diretamente dirigidas a cada um de nós. A alma que tem sede de Deus, e por ter procurado uma intimidade com Ele, mas sem saber como a alcançar, está agora em plena consciência, enquanto anteriormente não distinguia claramente a Sua voz, nem compreendia a Sua mensagem, a partir da leitura das declarações de Jesus e suas interpretações da Irmã Faustina, o véu abriu-se e agora tudo ficou transparente e nítido.

Estas mensagens, que nos foram dirigidas, ao longo de toda a nossa vida, ganharam sentido, ultrapassando a barreira do tempo e agora disponíveis e compreensíveis para todos aqueles que o desejam, em comunhão com os Santos e a Santa Igreja, pela graça da Misericórdia Divina.


Diariamente, colocaremos citações da obra de Santa Faustina, ou de outros autores que também receberam graças muito especiais, que o ajudará, com certeza, na sua meditação diária.

domingo, 30 de junho de 2013

                            O AMOR AO SACRIFÍCIO


" Hoje o amor de Deus transporta-me para o Além. Estou toda imersa na Sua dileção; amo e sinto que sou amada, experimentando isto em plena consciência. A minha alma abisma-se no Senhor, compreendendo a grandiosa Majestade de Deus e também a pequenez própria. Mas esse mesmo conhecimento aumenta a minha felicidade... Esta consciência é tão vívida na alma, tão poderosa e, ao mesmo tempo, tão doce." (D.77)

A Irmã Faustina conheceu o amor de Deus desde os seus primeiros anos de vida; conheceu Cristo no amor de seus pais, na oração e na Sagrada Comunhão. Sempre gostou de estar na igreja, de participar nas devoções eucarísticas, de cantar as canções em casa e ao pé da capelinha. No convento descobriu a beleza da vida oferecida em pleno a Deus. Queria pertencer apenas a Jesus, amá-Lo exclusiva e completamente, independentemente do preço a pagar. Deus aceitou o seu amor, expondo-a, primeiro, à provação da "noite da fé", como num forno em chamas. O sofrimento não assustou a Irmã Faustina que, com um desejo ainda maior, seguia Jesus que permitia que ela O conhecesse na Sua Paixão, desvendando-lhe o mistério da Misericórdia Divina. Deus enchia sucessivamente o seu coração da Sua presença amorosa, levando-a a "uma íntima proximidade".

Descobrindo Deus através da "cortina da fé", a stica de Cracóvia procurou unir-se a Ele cumprindo a Sua Vontade e tendo Cristo como padrão. Ele ensinava à Sua aluna como aceitar o sofrimento e como oferecer a sua vida pelos pecadores. Jesus ensinava à Irmã Faustina o amor puro, que não tem inveja, não espera elogios nem confirmações, está sempre pronto a dar, a oferecer, a partilhar e a fazer sacrifícios. Lembrava-lhe que cada ato de amor a Deus e ao próximo a unia ao Criador e permitia-lhe participar na obra salvadora:

"Minha filha, que grande mérito e recompensa tem um só ato de puro amor por Mim, morrerias de alegria" (D.576)

Ela entendia o amor puro, em primeiro lugar, como fidelidade à regra e como cumprimento de todas as tarefas determinadas pelas superiores. A Irmã Faustina nunca se queixou de ter demasiado trabalho, de não poder descansar ou de não poder dedicar o tempo suficiente á oração. O trabalho duro , desempenhado no espírito do amor ao próximo, oferecia-o a Deus como quando se oferece uma prenda muito preciosa...

(ler o resto deste capítulo fascinante no livro: Retiro com Santa Faustina Kowalska - Edições MIC-2005)

sábado, 29 de junho de 2013

CONHECER O MISTÉRIO DA MISERICÓRDIA DIVINA

  "A minha comunhão com o Senhor é agora de ordem puramente espiritual. A minha alma sente-se tocada por Deus e fica n'Ele toda absorvida, chegando mesmo ao completo esquecimento de si própria. Penetrada por Deus até às profundezas, afoga-se na Sua Beleza, dissolvendo-se inteiramente n'Ele - e nem sei descrevê-lo, pois ao fazê-lo, ainda uso dos sentidos; e aí, nessa união, os sentidos não estão ativos; existe uma fusão entre Deus e a alma, e esta é admitida a um tão elevado grau de vida em Deus que já não é possível expressá-lo humanamente por palavras" (D.767).
         

            Deus, que habitava a alma da Irmã Faustina, cegou inicialmente a sua capacidade de o conhecer, despertando nela o pavor. Porém, gradualmente, purificou o seu amor de todos os afetos sensuais, guiando-a para cumprir a Sua Vontade. Foi assim que ela conseguiu cumprir sempre as ordens das superiores com alegria. Ela via a sua missão cada vez mais clara, transmitida por Jesus nas aparições, e, através da oração e do sofrimento, entregava-se à obra de pedir Misericórdia para o mundo.

           Sofrendo junto com Jesus na Cruz e observando a história do mundo, a Mística de Cracóvia descobriu o maior mistério de Deus, a Sua Misericórdia, que é o fundamento da existência do mundo e do destino de cada homem. Apesar da infelicidade que há no mundo e apesar do sofrimento que atinge o homem, a Irmã Faustina via, tal como Santo Agostinho, que o amor misericordioso que Deus oferece sem limite é o sentido final da vida do homem. Jesus revelou-lhe que a Misericórdia nunca fica esgotada pois não tem limite tal como o próprio Deus:

           "A Minha Misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana nem angélica, alcançará a sua profundidade. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha Misericórdia. Toda a alma que se una a Mim contemplará por toda a Eternidade todo o Meu Amor e Misericórdia" (D.699).

           Não tendo estudos teológicos, a Irmã Faustina, devido a uma graça divina especial, chegou a conhecer a Misericórdia Divina como o "maior atributo de Deus". Isso quer dizer que o Seu Amor nunca fica esgotado, tanto para o mundo como para o homem. Deus, sendo Amor, entrega-se a qualquer ser sob a forma de Misericórdia, através de piedade, da compaixão, da ajuda generosa, do cuidado e do perdão.  Irmã Faustina descreveu a Misericórdia como: Bondade de Deus, infinita Bondade, insondável Bondade, Amor eterno, Fonte viva, Fonte viva de ternura, Fonte de  todas as graças, torrentes de Amor, Fonte de vida, Chama pura. Estas expressões salientam que a Misericórdia Divina vista como atributo de Deus é nada mais que o Seu amor e a Sua bondade. É a fonte de todas as graças que nunca se esgota. É como uma chama viva, que incansavelmente arde para o homem, ou como uma fonte, da qual constantemente brota água vivificante...

  (ler o resto deste capítulo fascinante no livro: Retiro com Santa Faustina Kowalska - Edições MIC-2005)
             

sexta-feira, 28 de junho de 2013

                             A INFÂNCIA ESPIRITUAL

     
      " Ó meu Deus, como eu desejo tanto ser uma criancinha! Sois meu Pai e sabeis quanto sou pequena e fraca; por isso, Vos suplico, mantende-me a Vosso lado em todos os momentos da minha vida, especialmente no hora da morte. Jesus, sei bem que a Vossa Bondade está acima de toda a bondade ainda que da mais terna mãe" (D.242)

      Na noite escura do sofrimento, que desvendava a verdade sobre Deus a esconder-se atrás da "cortina da fé", a Irmã Faustina sentia a proximidade do Pai que a segurava nos momentos difíceis das purificações. Deus guiava-a tal como o pai guia o seu filho. Na escuridão do abandono e na solidão  do deserto, a Apóstola da Misericórdia Divina descobria a verdade de ser uma criança nas mãos de Deus que se inclinava sobre a criatura indefesa oferecendo-lhe segurança e paz. A forma como a Irmã Faustina vivia a infância espiritual está muito próxima da vivida por Santa Teresa do Menino Jesus, que aprendia como confiar em Deus e como se atirar para os seus braços.

      O sentimento da infância espiritual começou a nascer na Mística de Cracóvia logo nas primeiras experiências da escuridão, no Noviciado, quando sentiu que Deus a tinha abandonado e que deixara de se interessar por ela. Não conseguindo entender os processos de purificação dos sentidos e do espírito, num gesto dramático de desespero, a Irmã Faustina pedia ao Pai Celestial que escutasse os "choros dolorosos da sua filha". Em vários momentos difíceis, o diretor espiritual disse-lhe que confiasse em Deus como uma criança pequena sabe confiar:

    "Que a Irmã siga ao longo da sua vida como uma criança, sempre confiante, sempre cheia desse ser simples e humilde, conformada com tudo, e em tudo feliz. Assim é que, em dificuldades, onde outras almas se atemorizem, a Irmã há-de passar tranquila, justamente graças a essa simplicidade e humildade" (D.55)

    A Irmã Faustina não percebia bem o que era entregar-se completamente a Deus, por isso decidiu permanecer junto d'Ele apesar das doenças e provações, cumprindo fielmente a Sua Vontade. Na sua primeira prova de confiança em Deus, nasceu nela o desejo de permanecer no convento, apesar das tentações de abandonar a Congregação da Nossa Senhora da Misericórdia, abrindo-se à voz de Jesus Misericordioso que falava no seu coração...

 (ler o resto deste capítulo no livro: Retiro com Santa Faustina Kowalska - Edições MIC-2005)
  

       O ENVIO DOS ANJOS (ORAÇÃO) (5ª parte e última)

AGORA vós próprios estais diante de nós, grandes e santos irmãos, e nos colocamos confiadamente em vossas mãos. Os cuidados do PAI Celeste nos confiaram a vós, o amor do senhor vos chamou a segui-l'O ao nosso lado, e o ESPIRITO SANTO vos entregou a MARIA, Sua esposa e vossa Rainha, a fim de que ela vos envie em nosso auxílio.

Por isso nós nos confiamos a vós, santos Serafins,
- e vos damos todo o nosso amor.
Nós nos confiamos a vós, santos Querubins,
- e vos entregamos todas as nossas palavras.
Nós nos confiamos a vós, santos Tronos,
- e vos entregamos toda a nossa vida.
Nós nos confiamos a vós, santas Dominações,
- e vos entregamos todos os nossos dons.
Nós nos confiamos a vós, santas potestades,
- e vos entregamos todas as nossas lutas e tentações,
Nós nos confiamos a vós, santos Principados,
- e vos entregamos toda a nossa posse.
Nós nos confiamos a vós, santas Virtudes,
- e vos entregamos nossos talentos e virtudes.
Nós nos confiamos a vós, santos Arcanjos,
- e vos entregamos todas as nossas obras,
Nós nos confiamos a vós, santos Anjos,
- e vos entregamos nossos sofrimentos e misérias.

Vós, todos os nove coros dos Santos Anjos!
Nós vos agradecemos por toda vossa ajuda e cuidados que cada dia nos concedeis, e vos pedimos pela força do Preciosíssimo Sangue de CRISTO, pelas lágrimas de nossa Mãe, MARIA Santíssima e pelo poder que recebestes de Deus para socorrer aos homens:

Protegei a Santa Igreja em cada um de seus portões contra todos os ataques dos inimigos, para que a vitória redentora de CRISTO se manifeste.
Ensinai-nos a sermos vigilantes e a conhecer a grande batalha  na qual estamos  envolvidos, a fim de que não se perca mais nenhuma propriedade de DEUS por causa  de   nossa falta de atenção e sonolência.
E colocai sempre de novo a grande meta diante dos nossos olhos, que é o próprio DEUS, o Santo, Forte, Imortal; PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, a Quem queremos convosco adorar eternamente na Jerusalém celeste. Amém


Frei Angelo - 
Com aprovação eclesiatica, Aparecida, 21 de Janeiro de 2010 - Dom Raymundo Cardeal Damasceno de Assis.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Missão para o Mundo

 

"Hoje ouvi estas palavras: No Antigo Testamento, Eu enviava Profetas ao Meu povo com admoestações. Agora, estou a enviar-te a toda a humanidade com a Minha Misericórdia. Não quero castigar a dolorida Humanidade, mas desejo curá-la, estreitando-a ao Meu Misericordioso Coração" (D.1588)

Ao conhecer no fundo do coração"o maior atributo de Deus", a Irmã Faustina recebeu de Deus a missão de proclamar a mensagem da Misericórdia que consiste no anúncio da verdade teológica sobre a Misericórdia e nas novas formas de devoção: a veneração da imagem de Jesus Misericordioso, a introdução da Festa da Misericórdia, a oração da Coroa da Misericórdia e a Hora da Misericórdia, oração feita às três horas de tarde, no momento da agonia de Jesus na Cruz.

A missão confiada por Jesus a Irmã Faustina ultrapassava as possibilidades de uma simples religiosa e sem ciência teológica. A Mística de Cracóvia não assumiu sozinha a missão que Jesus Misericordioso lhe confiou, mas procurou sempre estar em contacto com o diretor espiritual e com as superioras.

Na mensagem da Misericórdia que a Irmã Faustina recebeu, varias vezes aparece a verdade de que Deus é Pai de Misericórdia que deseja a salvação de todas as pessoas, sendo misericordioso mesmo para os maiores pecadores. É do homem que depende a aceitação ou não da Misericórdia Divina. A Mística de Cracóvia, através da sua união com Jesus, via a Misericórdia presente no mundo desde o principio da sua existência. Ela, particularmente como nós foi revelada em Cristo, é o destino final de cada criatura.

O amor misericordioso do Pai fez com que Ele enviasse ao mundo pecador o Seu Filho para que este o salvasse do poder do pecado e da morte.

Nas visões oferecidas à Irmã Faustina, o Senhor Jesus prometeu que no dia da Festa da Misericórdia vão estar abertas todos os "descontos" da Misericórdia Divina graças aos quais os maiores pecadores, sinceramente arrependidos, poderão regressar a Deus. A condição necessária para poder receber estas graças, para além da Confissão e da Sagrada Comunhão, é a atitude de confiança total em Deus e atuar com Misericórdia na sua relação com o próximo...

Retirado do livro, "Retiro com Santa Faustina" do Pe João Machniak - Edições MIC - Fátima, 2005 - pg105.

Como tornou-se igual a nós?


Submeteu-se connosco à lei, o que era superior à lei, o próprio legislador, Ele que era Deus. Fez-se como um dos nascidos, cuja vida tem um começo, Ele que existia antes de todo o tempo e de todos os séculos, o próprio Autor e Criador dos séculos.

Como, tornou-se igual a nós? Tomando um corpo da Santa Virgem, não um corpo sem alma, como pensam alguns hereges, mas informado por uma alma racional.

Assim, nasceu homem perfeito de uma mulher, porém sem pecado; um homem verdadeiro, não uma aparência ilusória ou fantástica. Não perdendo, evidentemente, a divindade, nem rejeitando o que sempre fora, é e será: Deus.
Precisamente por isso chamamos e proclamamos Mãe de Deus a Santa Virgem.


São Cirilo de Alexandria 
(Homilia de Incarnatione Deo Verbi, nn. 1-3. PG. 77, 1090s.).
 

fonte: UM MINUTO COM MARIA

O ENVIO DOS ANJOS (ORAÇÃO) (4ª parte)

MARIA, Imaculada, Rainha de todos os Anjos, em cujo serviço estão, vós unis em vosso exército todos os vossos servos, a fim de conseguir, também na batalha presente, a vitória para DEUS.
Por isso nos refugiamos em vós, nossa Senhora, Rainha e Mãe, e vos suplicamos cheios de confiança:

Olhai para a nossa miséria
- e mandai-nos vossos Anjos.
Escutai a nossa súplica
- e vinde com os vossos Anjos.
Ficai connosco na luta
- com todos os vossos Anjos.
Enviai os vossos Anjos, Virgem puríssima,
- para precipitar a Satanás para o abismo.
Dai ordens aos vossos Anjos, Mãe Santíssima,
- para afastar para longe de nós a Serpente.
Ordenai aos vossos Anjos, Rainha augustíssima,
- que afugentem o grande Dragão.

E na mão dos nossos santos Anjos da Guarda, queremos servir-Vos eternamente,
silenciando, escutando e obedecendo; pobres, puros e fiéis.


Frei Angelo - 
Com aprovação eclesiatica, Aparecida, 21 de Janeiro de 2010 - Dom Raymundo Cardeal Damasceno de Assis.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

O ENVIO DOS ANJOS (ORAÇÃO) (3ª parte)


EsPÍRITO SANTO, Vós inflamastes nosso coração com o amor aos Vossos poderosos servidores. Assim, pedimos a Vossa assistência especial por meio dos Santos Anjos,
A fim de que nos conduzam através do tempo, como outrora haviam conduzido os Israelitas através do Mar Vermelho, para que, guiados por eles, possamos voltar para o Coração do Redentor.
Por isso, mandai também Vós os Vossos Anjos em nosso auxilio
- para que nos tragam os Vossos doze frutos,
Mandai-os em nosso auxílio
- para que nos transmitam os Vossos sete dons.
Mandai-os em nosso auxílio 
- para que, por meio deles, cresçamos na fé, esperança e caridade.
Mandai-os em nosso auxílio
- para que nos tornemos um com eles.
Mandai-os em nosso auxílio
- para que, por meio deles, nos tornemos verdadeiros adoradores de DEUS Uno e Trino.
 Mandai-os em nosso auxílio
- para que lutem com sétupla força espiritual connosco e por nós.
Mandai-os em nosso auxílio
- para que protejam os doze portões da Santa Igreja (cf.Ap 21,12-14)

E queira São Rafael, com a sua seta de amor, inflamar cada vez de novo o nosso coração com a brasa do amor de DEUS,
para que possamos guardar "o mistério do Rei" (cf. Tb 12,7)

Frei Angelo - 
Com aprovação eclesiatica, Aparecida, 21 de Janeiro de 2010 - Dom Raymundo Cardeal Damasceno de Assis.



terça-feira, 25 de junho de 2013

                        Com ela, tu não mais estás só!


Seja qual for o cuidado que outras pessoas possam assegurar-lhe, a criança não vai segui-los, se sua a mãe não estiver com ela. Mas, com sua mãe, ela vai atravessar florestas, transpor rios e se defrontará com a fome e as febres.
 Durante a guerra, muitas mães foram encontradas mortas, tendo ainda em vida, o filho deitado ao seu lado. Pelo caminho da esperança, mantém, na tua mão a mão da Virgem Maria. Com ela, não mais estás só. "Ela é a fonte da vida, nossa alegria e nossa esperança."
 A criancinha só precisa de sua mãe. Ela irrompe em lágrimas quando a mãe se ausenta e não pode prescindir dela. Dê-lhe um doce, um brinquedo bonito, ouro ou pedras preciosas, e ela tudo irá rejeitar. A criança só irá recuperar a sua alegria ao rever a mãe. Torne a ser uma criancinha para compreender e amar a Virgem Maria.


François-Xavier NGUYEN VAN THUAN,  
Sur le chemin de l'espérance,(No caminho da esperança) 
Le Sarment, Fayard 1991 − Capítulo 35 - Notre Mère Marie (Nossa Mãe, Maria)

FONTE: UM MINUTO COM MARIA

ROSÁRIO DOS ANJOS

                                            ROSÁRIO DOS ANJOS



Reza-se o Credo com o seguinte acréscimo:

Ó Deus, creio firme e inabalavelmente na existência, na força e no auxílio dos Vossos servos, os Santos Anjos.

NAS CONTAS MAIORES:
Deus Omnipotente e Eterno, concedei-nos o auxílio dos Vossos exércitos celestes para que, por eles, permaneçamos preservados dos ataques do inimigo e pelo Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e a intercessão da Santíssima Virgem Maria, possamos servir-vos em paz.
AS 5 DEZENAS:
1-Santo Anjo da Guarda, vinde depressa, socorrei-nos, em nome da Santíssima Trindade, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição.
2-São Miguel Arcanjo, vinde depressa, socorrei-nos, ...
3-São Gabriel Arcanjo, vinde depressa, socorrei-nos, ...
4-São Rafael Arcanjo, vinde depressa, socorrei-nos, ...
5-Santos Anjos e todos os exércitos celestes, vinde depressa, socorrei-nos, ...
No final de cada dezena reza-se três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós!


À RAINHA DOS ANJOS
Ó Maria, Rainha dos Anjos, sede vós a minha mãe em cada circunstância da minha vida, o meu Perpétuo Socorro, a Consoladora na escuridão, a luz no meu desamparo, a Mãe de todos!
O vosso manto chama-se obediência, a vossa veste chama-se pureza, a vossa coroa chama-se humildade.
Ensinai-me também tudo isto, para que permaneça valente em todas as provações, para que me porte, digno de aprovação, como irmão do meu Anjo e como filho vosso.
Conduzi-me, junto com o meu Anjo, pelo caminho íngreme que Deus me indica.
Não me deixeis tropeçar, nem desanimar, até que tenha alcançado a meta que Deus me propôs. Amém.
(com aprovação eclesiástica)
A LUTA COM SATÃ

     ...Aceitando de Deus a missão de proclamar ao mundo a verdade sobre a Misericórdia Divina e de pedi-la para o mundo, Santa Faustina expôs-se, desde o início, às tentações do demónio, o maior adversário de Deus, que não quer que o homem O ame e que confie n'Ele como se confia no melhor pai. A Apóstola da Misericórdia Divina acreditava na existência de Satã e no mal, sabendo que os eu poder se baseava no ódio a Deus e aos discípulos de Cristo. Sentiu a sua astúcia e maldade quando começou a abrir o seu coração à graça divina. Satã, antes de tudo, influenciava a sua imaginação, tentando assustá-la e separá-la de Deus, gerando nela medo e incerteza. Apesar da sua grande esperteza, não conseguiu fazê-lo porque a Irmã Faustina sempre procurou ajuda em Deus e n'Ele tinha toda a sua esperança.
          Satã incomodou a Irmã Faustina especialmente quando esta passava pelas provas da fé, logo no início da sua estadia no convento, provocando no seu coração muitas dúvidas sobre a existência de Deus. Através da imaginação, tentou convencê-la  de que a voz divina que ouvia no seu coração era apenas uma ilusão e que devia esquecer-se de todas as visões e ordens de Jesus Misericordioso o mais depressa possível. Atuou através de pensamentos insistentes, tocando a fé, a esperança e a caridade:
         "Satã inicia a sua trama. A fé vacila perante o ímpeto, a luta é feroz, a alma faz esforços e tenta por um ato de vontade permanecer em Deus. Mas, com permissão de Deus, Satã avança ainda mais: mesmo a esperança e o amor são aprovados. São terríveis essas tentações. Dir-se-ia que Deus apenas sustém a alma em segredos - não tendo ele disso consciência - pois de outra forma, não conseguiria resistir. E Deus sabe bem que pode permitir e provar. Se a alma sente as tentações da descrença nas verdades reveladas e da falta de sinceridade diante do confessor, logo Satã lhe diz: Olha, ninguém te compreenderá, para quê falar de tudo isso? Ressoam-lhe aos ouvidos palavras que o aterrorizam, parecendo-lhe que as pronuncia contra Deus. Vê o que gostaria de não ver; ouve o que não quereria ouvir. E é terrível, em momentos como estes, não ter um confessor experiente" (D.97)
          Atuando através da imaginação, o diabo tentou menosprezar a sua assiduidade e ridicularizar todas as mortificações suportadas pela Irmã Faustina por amor a Cristo. Da mesma forma, tentou ridicularizar a fidelidade para com a Regra. As dúvidas que ela sentia quase faziam explodir a sua cabeça, tornando-se num pesadelo espiritual....
Retirado do livro, "Retiro com Santa Faustina" do Pe João Machniak - Edições MIC - Fátima, 2005 - pg127.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

 O ENVIO DOS ANJOS (ORAÇÃO) (2ª parte)

SENHOR JESUS CRISTO, Vós sois o principio, a plenitude e o fim de toda a criação. Diante de Vós deve dobrar-se todo o Joelho, seja no céu, na terra ou debaixo da terra; porque pela Vossa vitória na Cruz, Vos submetestes tudo.
Também nós nos prostrámos diante de Vós para implorar de Vossa misericórdia a ajuda especial dos Vossos exércitos celestes, que constantemente estão Vos servindo e lutando para Vós.

Por isso, mandai-nos Vossos exércitos, 
- porque nos remistes pela Vossa vitória na Cruz.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque nos comprastes com o Vosso Preciosíssimo Sangue.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque destes a Vossa vida por nós.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque nos amastes até ao fim.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque nos destes a Vossa Palavra.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque nos chamastes com os Vossos Anjos.
Mandai-nos Vossos exércitos,
- porque nos prometestes a vitória da Igreja.

E que São Gabriel, o mensageiro de Vossa Encarnação, leve também o nosso "faça-se em mim" diante de Vosso trono, a fim de que também nós, conforme o exemplo de MARIA, nos tornemos portadores de Vosso Corpo e Sangue
e Vos sigamos aonde quer que nos conduzais ou envieis.

Frei Angelo - 
Com aprovação eclesiatica, Aparecida, 21 de Janeiro de 2010 - Dom Raymundo Cardeal Damasceno de Assis.


AS VISÕES DE JESUS MISERICORDIOSO

     ...Na sua vida espiritual a Irmã Faustina foi dotada por Deus não só na graça da união mística com Jesus e do conhecimentos dos mistérios de Deus, em particular da verdade sobre a Misericórdia divina, mas recebeu, também, outras graças extraordinárias: os estigmas espirituais, as visões, o dom de ouvir a voz interior e a capacidade de prever o futuro.

     A história do cristianismo confirma a existência da possibilidade de sentir Deus através de imagens, sob a forma de vozes e impressões sensíveis extraordinárias. As visões aparecem referidas, não só na vida dos profetas do Antigo Testamento (Isaías, Ezequiel, Daniel) mas também na vida de São João Evangelista ou de São Paulo. As Místicas alemãs foram grandes visionárias do cristianismo: Hildeggarda de Bigen (1098-1179), Gertruda Grande de Helfta (1256-1302) e Mequetilde de Hackeborn (1241-1299) e Mequetilede de Magdeburgo (1207-1282). Assim como também o foram as Místicas italianas: Santa Catarina de Sena (1347-1380) e Catarina de Ricci (1522-1590) viram Jesus e falaram com Ele. Ouviram a voz d'Ele e apontavam as instruções espirituais que Ele lhes dirigia. Das visões de Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1692) surgiu a imagem do Santíssimo Coração de Jesus e divulgou-se a devoção das primeiras sextas-feiras de cada mês. Mais próxima de nós, Santa Gemma Galgani (1886-1903) foi também agraciada com o dom das visões e dos estigmas. O crítico teológico para reconhecimento da autenticidade das visões e de outros acontecimentos extraordinários é a sua conformidade com a revelação contida na Sagrada Escritura e no ensinamento da Igreja. ......
Retirado do livro, "Retiro com Santa Faustina" do Pe João Machniak - Edições MIC - Fátima, 2005 - pg117.

domingo, 23 de junho de 2013

                      O ENVIO DOS ANJOS (ORAÇÃO) - Parte I


ETERNO PAI que criaste tudo no céu e na terra para Vossa glória e louvor, nós Vos agradecemos pois nos criastes e nos concedestes a grande dignidade de sermos Vossos filhos, e nos confiastes à proteção e guia dos Santos Anjos, nossos irmãos celestes.
Eis, justamente com eles, estamos ajoelhados diante de Vós para consagrar-Vos todo o nosso viver e agir, e vos pedimos que nos concedais o poderoso auxílio de Vossas primeiras criaturas. Assim, por eles guardados e guiados, poderemos, neste tempo, persistir e cumprir a nossa missão.

Por isso, mandai-nos aqueles
- que Vosso amor criador pensou.
Mandai-nos aqueles 
- que o sopro de Vossa boca criou primeiro.
Mandai-nos aqueles
- que nunca Vos foram infiéis.
Mandai-nos aqueles
- que no principio lançaram Satanás no abismo.
Mandai-nos aqueles
- que sem cessar contemplam a Vossa face.
Mandai-nos aqueles
- que dia e noite estão atentos à vossas ordens.
Mandai-nos aqueles
- que administram toda a Vossa criação.
E juntamente com São Miguel, o chefe das Vossas legiões celestes, queremos adorar-Vos, Amar-Vos e, como ele, servir somente a Vós.
pois ninguém é como Vós. ó Deus bom, misericordioso e fiel!

Frei Angelo - 
Com aprovação eclesiatica, Aparecida, 21 de Janeiro de 2010 - Dom Raymundo Cardeal Damasceno de Assis.
    Os estigmas espirituais e o conhecimento do futuro

   
 Santa Faustina, ao desenvolver a devoção das chagas de Cristo, recebeu a graça extraordinária dos estigmas, parecida com o dom que haviam recebido as Místicas da idade média, da Europa. O Senhor dotou-a com a graça dos estigmas espirituais, pequenas feridas invisíveis no corpo que a faziam sofrer onde Jesus tinha sofrido: nas mãos, nos pés, no lado e na cabeça. Sofrendo, unia-se com Jesus para suplicar a graça da conversão para os pecadores e para aproximar o Mundo da Misericórdia Divina. Os estigmas tornaram-se, também, a forma principal de proclamar a mensagem da Misericórdia.
     São Francisco de Assis foi o primeiro estigmata do cristianismo que amava Cristo Sofredor, de um modos especial, e foi ele quem introduziu a devoção da Via-Sacra, para assim ajudar os crentes a seguir os passos de Jesus, imitando a Sua Paixão. São Francisco recebeu os estigmas físicos, que eram feridas reais nas mãos, nos pés e no lado e que se lhe abriam todas as Sextas-Feiras, sangrando e causando-lhe dor física. São João da Cruz (1542-1591) falou sobre os estigmas nos seus escritos, salientando que Jesus dá esta graça extraordinária a algumas pessoas para sofrerem juntamente com Ele, premiando-as assim pela felicidade e perseverança no cumprimentos da vontade de Deus. Santa Catarina de Sena (1347-1380) e Santa Catarina de Ricci (1522-1590) receberam os estigmas espirituais. 
      No caso de Irmã Faustina, as feridas estigmáticas causaram-lhe um sofrimento espiritual não perceptível às outras pessoas. Estavam directamente relacionadas com a devoção às Santas Chagas de Cristo e com um grande desejo de fazer companhia a Jesus na Sua Paixão ......
Retirado do livro, "Retiro com Santa Faustina" do Pe João Machniak - Edições MIC - Fátima, 2005 - pg137.

sábado, 22 de junho de 2013

Dogmas Marianos

A Maternidade Divina

O dogma da Maternidade Divina se refere a que a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus. Foi solenemente definido pelo Concílio de Éfeso (431 d.C.). Algum tempo depois, foi proclamado por outros Concílios universais, o de Calcedonia e os de Constantinopla.
O Concílio de Éfeso, do ano 431, sendo Papa São Clementino I (422-432) definiu:

"Se alguém não confessar que o Emanuel (Cristo) é verdadeiramente Deus, e que portanto, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, porque pariu segundo a carne ao Verbo de Deus feito carne, seja anátema.”

O Concílio Vaticano II faz referência ao dogma da seguinte maneira: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66).

Fonte: http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/dogmas-marianos/

Possa a Virgem Mãe de Deus fazer com que tenhamos um verdadeiro amor à Igreja!


Possa, a Virgem Mãe de Deus veneráveis irmãos, realizar nossos paternos votos, e alcance-nos a todos, verdadeiro amor para com a Igreja! 
Que possa nos escutar, a Virgem Mãe de Deus, cuja alma santíssima foi mais repleta do divino Espírito de Jesus Cristo que todas quantas saíram das mãos de Deus, e que "em nome de toda a natureza humana" deu o seu consentimento para que se efetuasse o "matrimônio espiritual entre o Filho de Deus e a natureza humana". (São Tomás III, q. XXX. a. I). 
Por meio do seu parto admirável, fonte de toda a vida celestial, ela nos deu Cristo Senhor Nosso, já no seu seio virginal ornado da dignidade de cabeça da Igreja; e recém-nascido o apresentou aos primeiros dentre os judeus e gentios que o foram adorar qual Profeta, Rei e Sacerdote. 

Foi ela que, com seus rogos maternos "em Caná da Galileia" moveu o seu Unigênito a operar o admirável prodígio, pelo qual "creram nele os seus discípulos" (Jo 2,11). Foi ela, a Imaculada, isenta de toda a mancha original ou atual, e sempre intimamente unida ao Filho, que, como outra Eva, juntamente com o holocausto dos seus direitos maternos e do seu materno amor, o ofereceu no Gólgota ao Eterno Pai por todos os filhos de Adão, manchados pela sua queda miseranda; de modo que a que era fisicamente Mãe da nossa divina cabeça foi, com novo título de dor e de glória, feita espiritualmente Mãe de todos os seus membros.
 
Foi ela que com suas eficacíssimas orações obteve que o Espírito do divino Redentor, dado já na cruz, fosse, depois, em dia de Pentecostes conferido com aqueles dons prodigiosos à Igreja recém-nascida. 

Ela, finalmente, suportando com ânimo forte e confiante imensas dores, verdadeira Rainha dos mártires, mais que todos os fiéis, "completou o que falta à paixão de Cristo... pelo seu corpo que é a Igreja" (Cl 1,24), e assistiu o corpo místico de Cristo, nascido do Coração rasgado do Salvador, com o mesmo amor e solicitude materna com que amamentou e acalentou no berço o menino Deus.


Pio XII                 
Encíclica Mystici Corporis Christi. §106 (29 de junho de 1943) 
Fonte: UM MINUTO COM MARIA

                  MARIA - O EXEMPLO DE TOTAL CONFIANÇA EM DEUS

           
           "Ó Maria, Tu és pura e incomparável,
            Virgem e Mãe num mesmo andar.
            És bela como o sol, por nada maculável,
            À Tua imagem nada se pode comparar"
            (D.161)

    Como a Irmã Faustina devemos escolher para a nossa guia espiritual a Santíssima Virgem Maria, cujas virtudes tentou imitar durante toda a sua vida, para assim aprender a amar Jesus e ganhar a confiança de Deus. Não só glorificou os atributos de Maria e a Sua beleza espiritual mas tentou seguir sempre o Seu caminho, aprendendo de Nossa Senhora como escutar e concretizar a Palavra de Deus na vida quotidiana. Uniu-se espiritualmente a Ela e reconheceu Nela a sua mestra no caminho da fé, a que podia ensinar-lhe como aceitar todas as provações e experiência que Deus não lhe poupava.
    A Apóstola da Misericórdia, ao falar com Deus no seu coração e ao ouvir a Sua voz, pedia com frequência ajuda a Nossa Senhora... ........
Retirado do livro, "Retiro com Santa Faustina" do Pe João Machniak - Edições MIC - Fátima, 2005 - pg147.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Carta de São Luiz Gonzaga à sua mãe

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
Ilustríssima senhora, peço que recebas a graça do Espírito Santo e a sua perpétua consolação. Quando recebi tua carta, ainda me encontrava nesta região dos mortos. Mas agora, espero ir em breve louvar a Deus para sempre na terra dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo. Se é caridade, como diz São Paulo, chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram (cf. Rm 12,15), é preciso, mãe ilustríssima, que te alegres profundamente porque, por teus méritos, Deus me chama à verdadeira felicidade e me dá a certeza de jamais me afastar do seu temor.
Na verdade, ilustríssima senhora, confesso-te que me perco e arrebato quando considero, na sua profundeza, a bondade divina. Ela é semelhante a um mar sem fundo nem limites, que me chama ao descanso eterno por um tão breve e pequeno trabalho; que me convida e chama ao céu para aí me dar àquele bem supremo que tão negligentemente procurei, e me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.
Por conseguinte, ilustríssima senhora, considera bem e toma cuidado em não ofender a infinita bondade de Deus. Isto aconteceria se chorasses como morto aquele que vai viver perante a face de Deus e que, com sua intercessão, poderá auxiliar-te incomparavelmente mais do que nesta vida. Esta separação não será longa; no céu nos tornaremos a ver. Lá, unidos ao autor da nossa salvação, seremos repletos das alegrias imortais, louvando-o com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as suas misericórdias. Se Deus toma de nós aquilo que havia emprestado, assim procede com a única intenção de colocá-lo em lugar mais seguro e fora de perigo, e nos dar aqueles bens que desejamos dele receber.
Disse tudo isto, ilustríssima senhora, para ceder ao desejo que tenho de que tu e toda a minha família considereis minha partida como um feliz benefício. Que a tua bênção materna me acompanhe na travessia deste mar, até alcançar a margem onde estão todas as minhas esperanças. Escrevo isto com alegria para dar-te a conhecer que nada me é bastante para manifestar com mais evidência o amor e a reverência que te devo, como um filho à sua mãe.
São Luiz Gonzaga
Fonte: Coração Sacerdotal

A viagem de Maria na visita à sua prima Isabel

Não era tanto a curiosidade ou a dúvida, sobre a gravidez de Isabel, que fez com que Maria empreendesse aquela viagem, mas muitas outras belas, úteis e agradabilíssimas considerações, as quais ​​relatarei brevemente, nesta exortação. 
Primeiramente, Maria foi levada a empreender a viagem, movida pela caridade, objetivando servir, auxiliar e aliviar sua prima Isabel na gravidez e ver esta grande maravilha e se alegrar com a prima, pela graça que Deus lhe concedera, dando-lhe um filho na infertilidade e fazendo-a conceber na velhice; pois Maria sabia perfeitamente que, à época, a mulher infértil era tida como desprezível, a infertilidade sendo algo condenável. 
Em segundo lugar, Maria visitou Isabel a fim de lhe revelar o altíssimo e incomparável mistério da Encarnação que nela se fizera, através da operação do Espírito Santo, porque sabia que sua prima Isabel era uma pessoa justa, muito boa, temente a Deus e que ansiava pela vinda do Messias, prometido na Lei, para redimir o mundo. Assim, seria um grande consolo saber que as promessas de Deus estavam sendo cumpridas, e que o tempo desejado pelos patriarcas e predito pelos profetas tinha chegado.
 Em terceiro lugar, Maria foi até a casa de Isabel para devolver, através de seu Filho, a voz a Zacarias, perdida por sua incredulidade, quando não conseguira acreditar no que o Anjo lhe dissera, ao anunciar que sua esposa iria conceber um filho que se chamaria João.
 Em quarto lugar, Maria estava a par de que essa visita traria uma prodigalidade de bênçãos à casa de Zacarias, bênçãos que jorrariam, manariam chegando à criança que estava no ventre de Santa Isabel, que, com a sua vinda, seria santificada. No entanto, estes e outros discernimentos que eu poderia relacionar, mostram, suficientemente, que Nossa Senhora e gloriosa Mestra, empreendeu tal viagem por um movimento secreto de Deus, que desejava, por meio de tal visita, dar início à salvação das almas, na santificação de pequeno São João.


São Francisco de Sales (1622), 
sermão no dia da visitação
FONTE: UM MINUTO COM MARIA

A MISERICÓRDIA DE DEUS NA TRADIÇÃO DA IGREJA


  "Não esperou que eu  O amasse muito como Santa Madalena, mas quis que EU SOUBESSE como tinha amado com um amor de inefável previdência, para que agora O ame loucamente !... Ouvi dizer que nunca se encontrou uma alma pura que amasse mais do que uma alma arrependida. Ah ! como gostaria de desmentir essa palavra..."


  Santa Teresa do Menino Jesus ,( Ms A 39rº)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ó HUMILDADE, LINDA FLOR ....


  Ó humildade, linda flor, reparo quão poucas almas te possuem; será por seres tão bela e, ao mesmo tempo, tão difícil? Oh, sim, por uma e outra coisa. É o próprio Deus quem nela se vem deleitar. É para a alma humilde que estão abertas as portas do Céu e sobre ela se derrama todo um mar de graças. Oh, como é encantadora a alma humilde! Do seu coração, como de um turíbulo, eleva-se todo aquele perfume, extremamente agradável que, passando as nuvens, atinge o próprio Deus enchendo de júbilo a seu Sacratíssimo Coração. Deus no destino do mundo inteiro; Deus exalta-a até ao Seu Trono e, quanto mais ela se humilha, tanto mais  para Deus se inclina, perseguindo-a com as suas graças e acompanhando-a em todos nos momentos com a Sua omnipotência. Uma alma assim unida a Deus da maneira mais funda. Ó humildade radica-te no mais íntimo de todo o meu ser! Ó Virgem Puríssima, e todavia a mais humilde, ajudai-me a conseguir uma profunda humildade. Agora compreendo por que há tão poucos santos: é que existem poucas almas profundamente humildes.
   (D.1306)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

COMPREENDI HOJE MUITOS MISTÉRIOS DIVINOS...

 



Compreendi hoje muitos mistérios divinos. Soube que a Sagrada Comunhão dura em mim até à Comunhão seguinte. Uma viva e sensível Presença de Deus permanece na <minha> alma; essa consciência envolve-me num profundo recolhimento, sem nenhum esforço da minha parte... O meu coração é um vívido sacrário em que está escondido a Hóstia Viva. Nunca procurei Deus nalgum lugar distante, mas no meu próprio interior; na profundeza mesma do meu ser convivo intimamente com o meu Deus.
   (D.1302) 

terça-feira, 18 de junho de 2013

GRAÇAS PERDIDAS...

 


O Senhor deu-me a conhecer que, se a alma não aceitar as graças que lhe são destinadas, no mesmo instante as recebe uma outra. Ó meu Jesus, tornai-me digna de receber as graças, porque por mim mesma nada posso fazer; sem a Vossa ajuda, nem sequer consigo dignamente pronunciar o Vosso Nome.
   (D.1294)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

APÓS A MORTE DE SANTA FAUSTINA (parte I)

      Pouquíssimos membros da Comunidade estavam minimamente a par da vida mística da Irmã Faustina. 
Após a sua morte, não era quase mencionada. Mas a devoção à Misericórdia Divina começou a espalhar-se em Wilno, e o nome da Irmã começou a ser ouvido em ligação com aquela devoção. As notícias chegaram aos ouvidos das Irmãs, nas várias casas da Congregação, e elas começaram a fazer perguntas. Assim, em 1941, a Madre Micaela MOraczewska, que ainda era Superiora Geral da Congregação, sentiu que era o tempo oportuno para informar as suas Irmãs da missão da Irmã Faustina. Fê-lo, enquanto visitava as casas a que tinha acesso durante o período de ocupação alemã da Polónia.
      As Irmãs ficaram cheias de assombro. "Ela era tão simples", dizia uma, "não se destacava entre nós, era uma de nós, mas mais virtuosa, mais recolhida, e mais unida a Deus. Quando, depois da sua morte, soubemos as grandes coisas que Deus realizou nela e por ela, não conseguíamos acreditar!" Mas estavam obviamente radiantes por a Patrona da Congregação, Nossa Senhora da Misericórdia, lhes ter obtido e concedido, através da Irmã Faustina, a grande dádiva da remissão do pobre mundo pecador pela Misericórdia Divina...
   (A seguir...)

VEJO APENAS O TEU AMOR E A TUA HUMILDADE...



 Se não fosse essa pequena imperfeição, não virias visitar-Me. Deves saber que, todas as vezes que vens a Mim, humilhando-te e pedindo perdão, derramo uma imensidade de graças na tua alma e a tua falta desaparece diante de Mim; vejo apenas o teu amor e a tua humildade; nada perdes, antes, muito ganhas...

   (D.1293)

domingo, 16 de junho de 2013

E NUNCA PODEREI IMAGINAR COMO DEUS NOS AMA...

 
Quando recebi a Sagrada Comunhão, disse-lhe: "Jesus, a noite passada pensei tantas vezes em Vós." E Jesus respondeu-me: Também Eu pensei em ti antes mesmo de te chamar à vida. "Jesus, de que maneira pensastes em mim?" - De maneira a admitir-te à Minha eterna felicidade. Após estas palavras, o amor de Deus inundou a minha alma; e nunca poderia acabar de admirar como Deus nos ama.
    (D.1292)

sábado, 15 de junho de 2013

APESAR DA TRANQUILIDADE INTERIOR, ESTOU A TRAVAR UMA CONTÍNUA LUTA...

   

Apesar da tranquilidade interior, estou a travar uma contínua luta com o inimigo da alma. A cada passo descubro novas armadilhas suas e o combate prossegue. Exercito-me em tempo de paz e fico alerta, para o adversário não me encontrar desprevenida; quando me apercebo da sua grande raiva, permaneço na fortaleza, isto é, no Sacratíssimo Coração de Jesus.
   (1287)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

SÃO COMO QUE PEDRAS, SEMPRE FRIAS E INSENSÍVEIS...

 
Ó Jesus, vejo tanta beleza espalhada à <minha> volta, pela qual incessantemente Vos dou graças, mas reparo que algumas almas são como que pedras, sempre frias e insensíveis. Nem os milagres muito os comovem; têm o olhar cabisbaixo e, por isso, nada vêem além de si mesmas.
(D.1284)
Jesus trouxe a paz, quando ainda estava no ventre de Maria

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho – um verdadeiro dom. E quando Deus deu o Seu Filho para a Virgem Maria, o que fez ela? Assim que Jesus entrou na vida de Maria, ela se precipitou a espalhar a boa nova. 
Chegando à casa de sua prima Isabel, as Escrituras relatam que a criança que estava por nascer − João − no ventre de Isabel − estremeceu de alegria. Ainda no ventre de Maria, Jesus trouxe paz para João Batista, que pulou de alegria no ventre de Isabel. O nascituro foi o primeiro a proclamar a vinda do Cristo. 
E se isso não bastasse, como se não fosse o suficiente para que Deus Filho se tornasse um de nossos semelhantes e trouxesse paz e alegria ao mundo desde o ventre de Maria, Jesus também morreu na Cruz para mostrar este amor maior. Ele morreu por vós e por mim, para os leprosos e para aquele que está morrendo de fome, para a pessoa sem roupas divagando pelas ruas, não somente em Calcutá, mas na África e em toda parte. 
Nossas Irmãs servem estas pessoas pobres em 105 países ao redor do mundo. Jesus insistiu para que amássemos uns aos outros como Ele nos ama a todos, a cada um de nós. Jesus deu a Sua vida por nós, e Ele também nos disse que devemos nos dar e doar, generosamente, visando o bem do próximo. E no Evangelho Jesus diz muito claramente. "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei" (...).

Beata Madre Teresa de Calcutá (+ 1997) 
Trecho do discurso pronunciado por ocasião do National Prayer Breakfast 
organizado pela Assembleia e pelo Senado dos EUA, em 3 de fevereiro de 1994
FONTE: UM MINUTO COM MARIA