JESUS, EU CONFIO EN VÓS

Somo Servos da Misericórdia Divina.

O que é extraordinário, nos textos e mensagens entre Jesus e a Irmã Faustina, é que em qualquer dos textos citados podemos identificar-nos com a Irmã Faustina, como se estas mensagens estejam diretamente dirigidas a cada um de nós. A alma que tem sede de Deus, e por ter procurado uma intimidade com Ele, mas sem saber como a alcançar, está agora em plena consciência, enquanto anteriormente não distinguia claramente a Sua voz, nem compreendia a Sua mensagem, a partir da leitura das declarações de Jesus e suas interpretações da Irmã Faustina, o véu abriu-se e agora tudo ficou transparente e nítido.

Estas mensagens, que nos foram dirigidas, ao longo de toda a nossa vida, ganharam sentido, ultrapassando a barreira do tempo e agora disponíveis e compreensíveis para todos aqueles que o desejam, em comunhão com os Santos e a Santa Igreja, pela graça da Misericórdia Divina.


Diariamente, colocaremos citações da obra de Santa Faustina, ou de outros autores que também receberam graças muito especiais, que o ajudará, com certeza, na sua meditação diária.

domingo, 12 de maio de 2013

ABSORVIDA EM DEUS...


     
 Hoje, desde manhã cedo que estou unida ao Senhor duma maneira extraordinária. À tarde, veio visitar-me o capelão do hospital. Depois de algum tempo de conversa, senti que o meu espírito estava a mergulhar cada vez mais em Deus e comecei a perder a noção do que se passava ao meu redor. Pedi ardentemente a Jesus:"Dai-me a capacidade de falar" - e o Senhor concedeu-ma, para que sem problemas pudesse conversar com ele. Mas houve um momento em que eu não conseguia compreender o que o sacerdote dizia; ouvia a sua voz, porém não conseguia entendê-lo. Pedi desculpas por não perceber as suas palavras, embora lhe escutasse a voz. Esse é um momento da graça de união com Deus, embora imperfeita, porque exteriormente os sentidos estão também a agir duma maneira incompleta. Não existe, como muitas vezes acontece, quando não se houve, nem se vê nada, e a alma toda se encontra completamente absorvida em Deus. Quando recebo uma tal graça, prefiro estar sozinha, e peço a Jesus que me defenda do olhar das criaturas. Realmente, fiquei muito embaraçada diante daquele sacerdote, mas tranquilizei-me, porque ele já da confissão conhecia um pouco a minha alma.
         (D.891)

sábado, 11 de maio de 2013

VIVA PRESENÇA DE DEUS...

      O amor é um mistério que transforma tudo o que toca em coisas belas e agradáveis a Deus. E só o amor de Deus torna a alma verdadeiramente livre. Como a rainha, que não conhece escravidão, e que tudo acomete numa grande liberdade íntima, pois o amor que nela habita incita-a à ação. Tudo o que a cerca faz-lhe saber que só Deus é digno do seu afecto. A alma que O ama, e submergida n'Ele, cumpre os seus deveres na mesma disposição com que vai à Sagrada Comunhão, executando mesmo as tarefas mais simples com grande zelo sob o amoroso olhar de Deus. Ela nem se perturba se, depois dum certo tempo, alguma coisa pareça não ter sido bem sucedida. Mantém-se tranquila, porque no momento de agir havia feito o que estava ao seu alcance. E, quando acontece que a viva Presença de Deus, de que goza quase constantemente, a abandona, então procura viver na viva fé. A alma compreende que há períodos de quietude e momentos de luta. Pela sua vontade, mantém-se sempre com Deus e comporta-se como um cavaleiro bem treinado  para o combate; percebe à distância onde se acoita o inimigo e apronta-se para a luta: sabe que não está sozinha - Deus é a sua força.

      (D.890)

Dirigir-se à Mãe ou ao Filho, deve ser a mesma coisa...

Em uma bela tarde, completamente iluminada pelo belo sol romano, eu vi entrar na Igreja Santa Maria del Popolo uma mulher levando um bebê nos braços. Ela estava acompanhada por um uma menininha de uns seis ou sete anos e um menino quase da mesma idade, que estavam de mãos dadas. O grupo caminhou direto para o altar da Virgem. A mãe, logo se ajoelhou, o que a liturgia certamente não exige, e as criançinhas fizeram o mesmo. A mãe faz o sinal da cruz e as crianças igualmente, e com compulsão. 

Após alguns momentos de silenciosa oração, como entre duas mães que se entendem, ela se inclinou sobre as crianças ajoelhadas ao seu lado, e fez com que rezassem para seu pai, que estava na África, para a sua avó, que estava doente e acamada e para Rosette que estava em tratamento no sanatório de Forlanini. Mais uma oração dirigida à Virgem e, em seguida, o sinal da cruz. A senhora, sempre com o bebê ao colo, enviou beijos para a Virgem Maria. Os três se levantaram, tornaram a fazer a genuflexão, pararam por alguns instantes, perto de um artista que lá estava a pintar uma série de arcadas em tamanho reduzido, e compartilharam um sorriso com ele (…)
 

Um turista acompanhava, de perto esta pequena cena, para ele, escandalosa. Aproximando-se resolutamente do artista, perguntou-lhe: "O senhor viu, não foi? Nem mesmo um olhar para o altar do Santíssimo Sacramento, mas genuflexões e orações para uma simples imagem da Virgem. (…)
 

"O senhor é católico? "Perguntou-lhe o artista, levantando-se, tranquilamente de seu banquinho. “Veja o senhor, eu sou luterano. (…) Há quase seis meses venho trabalhar com pinturas, esta preciosa Igreja. Todos os dias ou quase isso eu assisto à mesma cena que o senhor acabou de contemplar.
 

Esta mãe e seus filhinhos se tornaram meus melhores amigos. Eu conheço toda a história desta mulher e de sua família. Trata-se de uma sequência de infortúnios (…) Pois, o senhor sabe de onde ela tira a coragem para tudo suportar, para aguentar uma vida intolerável? Ela mesma me contou, diversas vezes: sua força está aqui, aos pés da Virgem.
 

(…) Se aos pés da Virgem, ela compreendeu o mistério do sofrimento e anulando-o, encontrou força suficiente para suportá-lo, acredite, senhor, que esta humilde mãe italiana encontrou a chave do que é essencial, sem recorrer a toda a nossa teologia.”

Dominique Mondrone 
Nossa Senhora na vida e na devoção popular italiana 
em: Maria - estudos sobre a Virgem Maria - sob a direção de Hubert du Manoir, s. j. - Volume IV, 1956

Fonte: Um MInuto com Maria

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A CONSCIÊNCIA DA UNIÃO

       
  Nada perturba a minha união com o Senhor: nem a conversação com os outros, nem nenhuma tarefa; e, ainda que eu tenha de resolver os assuntos mais importantes, coisa alguma me distrai. O meu espírito está em Deus, o meu íntimo cheio d'Ele e, por isso, não é fora de mim que O procuro. Ele, o Senhor, penetra na minha alma como raio de sol por límpida vidraça. E nem sequer com a minha mãe, quando ainda em seu seio, me encontrava assim unida, como com o meu Deus: pois ali, era a inconsciência; e aqui, é a plenitude da realidade e da consciência da união. As minhas visões são puramente interiores; e quanto melhor as compreendo, tanto menos as sei expressar por palavras.
            (D.833)

COM MAIS FREQUÊNCIA COMUNGO...

   
 Com mais frequência comungo com o Senhor de maneira mais profunda. Os sentidos ficam-me num sono e, ainda que dum modo invisível, todas as coisas se tornam mais reais e claras do que se visse com os meus olhos. O intelecto aprende mais num instante do que em longos anos de aprofundada reflexão e meditação, tanto a respeito da essência de Deus, como das verdades reveladas, e também quanto ao conhecimento da minha própria miséria.
     (D.882)

O AMOR E A DOR ANDAM CONSTANTEMENTE A PAR...

    O Senhor olhou ainda a profundidade do meu ser [com] uma grande clemência, e de tal maneira que julguei ir morrer de alegria sob esse olhar. Entretanto, o Senhor desapareceu, mas a minha alma ficou repleta daquele júbilo, com o vigor  e o poder para agir. Contudo continuava admirada que o Senhor não me quisesse dispensar, nada alterando no que por uma vez decidiu. Porém, apesar de todas estas alegrias, fica sempre uma sombra de mágoa. Vejo que o amor e a dor andam <constantemente> a par.
(D.881)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

TODA A IMENSIDADE DO AMOR DE DEUS...

     
  Hoje, durante a Santa Missa, mergulhei inconscientemente na infinita Majestade divina. Toda a imensidade do Amor de Deus inundou a minha alma. Nesse especial momento conheci quanto Deus se humilhou para mim alma - Aquele que é o Senhor dos senhores. E o que sou eu, senão miséria, para que assim comungueis comigo? O assombro que me dominou, depois da graça especial, permaneceu muito vivo o dia todo. Aproveitando a intimidade que o Senhor me estava a conceder, pedi-Lhe pelo Mundo inteiro. Em tais momentos, tenho a impressão de que o Mundo todo depende de mim.
     (D.870)

SOFRO PELA NOSTALGIA DE VÓS, SENHOR...


       

      O meu coração está embebido em contínua amargura, pois desejo ir ter conVosco, Senhor, à plenitude da Vida. Ó Jesus, que terrível deserto me parece esta existência! Não há nesta Terra alimento para o meu coração, ou para a minha alma. Sofro pela nostalgia de Vós, Senhor. Deixais-me, Senhor, a Hóstia S[anta]. mas Ela acende ainda mais a ansiedade que a minha alma sente por Vós, ó meu Criador e Eterno Deus! Jesus, desejo unir-me a Vós, dignai-Vos ouvir os suspiros da Vossa bem amada. Oh, como sofro por não poder ainda conVosco comungar, porém seja segundo os Vossos desejos.

           (D.867)

REPOUSAR NO TEU CORAÇÃO...



     Minha filha, desejo repousar no teu coração, pois muitas almas Me expulsaram hoje deles e senti uma tristeza mortal. Procurei consolar o Senhor, oferecendo-Lhe mil vezes mais o meu amor. Experimentei no íntimo uma grande aversão ao pecado.
     (D.866)


     - 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

NOME DE JESUS




       Nome de Jesus -  Oh, quão sublime o Vosso Nome! Ó Senhor, és o vigor da minha alma. quando as forças me abandonam e as trevas invadem a minha alma, o Vosso Nome é sol, cujos raios iluminam e aquecem, e sob a influência do qual a alma se torna bela brilhante, indo buscar o esplendor ao Vosso Nome. Quando oiço o mais doce Nome de Jesus, o meu coração bate com mais força, e existem até momentos em que, escutando o Nome de Jesus, me sinto desfalecer. O meu espírito arrebate-me para Ele.

    (D.862)

PROPÓSITOS DE UMA ALMA ...

                                           
 I.  Estrita observância do silêncio - recolhimento interior
II. Ver em cada Irmã a Imagem de Deus, donde deve decorrer todo o amor ao próximo.
III. Em todos os momentos da vida, cumprir fielmente a Vontade de Deus e viver nela.
IV. Prestar contas a tudo, em pormenor, ao director <espiritual> e não empreender nada de importante, sem ter sida esclarecida por ele. Procurarei revelar-lhe claramente as mais secretas profundezas da minha alma, lembrando-me de que estou a tratar com o próprio Deus, embora em Sua vez apenas com um homem. Orar diariamente, pedindo luz para ele.
V. No exame de consciência da noite fazer a mim mesma a pergunta: "E se Ele me chamasse hoje?..."
        VI. Não procurar a Deus longínquo, mas tratar com Ele, <a sós> no meu interior, face a face.
        VII. Nos sofrimentos e tribulações, refugiar-me no Tabernáculo e silenciar.
       VIII.Unir aos méritos de Cristo todos os meus sofrimentos, orações trabalhos e mortificações, com o fim de obter Misericórdia para o Mundo.
        IX. Aproveitar os momentos livres, ainda que breves, para rezar pelos agonizantes.
        X. Que não haja um dia na minha vida em que eu não recomende fervorosamente ao Senhor as obras da nossa Congregação.
        Nunca terem consideração o respeito humano. 
        XI. Não ter familiaridade com ninguém. Com as raparigas, uma suave firmeza, paciência sem limite; também punindo-as severamente, mas com penas tais como a oração e sacrifício de si própria. A força contida no anulamento de nós mesmas por sua intenção é para elas um contínuo remorso de consciência e um abrandar dos seus corações endurecidos.
        XII. A presença de Deus é fundamental de todas as minhas acções, palavras e pensamentos.
        XIII. Aproveitar todo o auxílio espiritual. Colocar o amor-próprio sempre no seu devido lugar - isto é, no último. Fazer os exercícios espirituais, como se os estivesse a fazer pela última vez na minha vida, e cumprir, da mesma maneira, todas as minhas obrigações.
        (D.861)

terça-feira, 7 de maio de 2013

TANTO MAIS IMITO NOSSA SENHORA...

 
      Hoje, durante a Santa Missa, estive particularmente unida a Deus e a Sua Imaculada Mãe. A humildade e o amor da Virgem Imaculada penetravam na minha alma. Tanto Mais imito Nossa Senhora e é quanto mais profundamente conheço a Deus. Oh, que infinda ânsia envolve a minha alma! Jesus, como podeis deixar-me ainda neste exílio? Morro de desejo por Vós. E cada toque Vosso na alma fere-me tanto, tanto. O amor e o sofrimento andam juntos e, no entanto, não trocaria essa dor, por Vós causada, por nenhum outro tesouro, pois é dor de indizíveis delícias e é mão amorosa aquela que tais chagas abre na alma.
    (D.843) 

A VIDA INTERIOR DA ALMA...

   


 Estou a viver este tempo com a Mãe de Deus preparando-me para a solene vinda do Senhor. É Nossa Senhora que me instruí sobre a vida interior da alma com Jesus, especialmente na Sagrada Comunhão. Só na eternidade conheceremos o grande mistério que realiza em nós a Sagrada Comunhão. Ó que momentos mais preciosos da minha vida!
      (D.840)

APENAS UM SÓ SEGREDO...


     Ó Eternidade infinita, que haveis de revelar os esforços das almas heróicas, já que a Terra só os paga com ingratidão e ódio. E tais almas  não têm amigos, são solitários. Nessa solidão revigoram-se , extraem a força exclusivamente de Deus e com humildade, mas também coragem , enfrentam todas as tempestades que sobre elas se abatam. Estas almas, com altos carvalhos que roçam o céu, são inabaláveis.
     E em todo isso, há apenas um só segredo: ser de Deus que obtêm esse poder e tudo de que necessitam, tanto para si como para os outros. Não só carregam o seu peso, mas também intendem como fazê-lo, e são capazes de tomar sobre si o fardo dos outros. São colunas luminosas erigidas  nos caminhos de Deus, vivendo elas próprias na luz e iluminando as outras. Habitam nas alturas e sabem-nas indicar aos outros, ajudando-os a atingir-las.
(D.838)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

COMUNHÃO COM OS AGONIZANTES...

 
  Existe nesta Coroa <Terço> uma grande ajuda para os agonizantes; e oro, com frequência, e pala intenção que apreendo no íntimo; rezo sempre até  sentir na minha alma que a oração produziu efeito....
   A minha visão é puramente  espiritual, através de uma repentina iluminação que Deus me concede nesse momento. Vou rezando até sentir as alma em paz e nem sempre levo o mesmo tempo; sucede às vezes que rezo uma "Avé-Maria", após o que fico tranquila, então recito o "De profundis" e termino. <Outras vezes, acontece que recito todo aquela Coroínha e só então me encontro em paz. Já notei que, se me sinto impelida à oração por mais tempo e experimento uma inquietação interior, é porque essa alma se encontra em maiores lutas, numa agonia mais longa.
  (D.835)

O Criador e a criatura....

   
    Jesus, meu Amor, hoje fez-me luz acerca de quanto Me amais, embora haja um tão grande abismo entre nós - o Criador e a criatura, e, no entanto, de, alguma forma, existe uma certa igualdade; o Amor preenche este vazio. É ele mesmo quem desce até mim, tornando-me capaz de a Si me unir. E afoguei-me n'Ele, como que perdendo-me por completo; contudo, sob o Seu amante olhar, a minha alma ganhou vigor e poder, na consciência de que ama e é particularmente amada, sabendo que o Omnipotente a protege. Uma tal prece, posto que breve, muito aproveita à alma, enquanto horas inteiras de reza comum não lhe obtêm essa luz dada por curto momento de subida oração.
(D.815) 

domingo, 5 de maio de 2013

           Ainda que eu não realize nada do que o Senhor me está a pedir, serei recompensado, como se tudo tivesse cumprido, pois Ele olha à intenção com que comecei. Ainda que me chamasse a Si, essa Obra não sofreria nada com isso, porque é Ele mesmo que é o Senhor dela e a executa. A minha parte consiste apenas em amá-l'O até à loucura, e todas as acções não passam duma mera gotícula diante d'Ele. O Amor é que tem significado, poder e mérito. Foi Ele que na minha alma rasgou largos horizontes: o Amor que suplanta abismos.
           (D.822(

REFLETIR, PONDERAR E PEDIR CONSELHO...

    Quando não se sabe o que é melhor, é preciso refletir, ponderar e pedir concelho, porque não há direito de agir na hesitação de consciência. Quando em incerteza, devo dizer a mim mesma: tudo o que eu fizer será bom, porque tenho a intenção de fazer o bem. - Deus aceita o que consideramos como bom e também o acolhe e considera como se bem. Não devemos ficar aflitos se, passado algum tempo, descobrirmos que essas coisas não são boas. Deus olha para a intenção com que começamos e recompensará de acordo com ela. É este um princípio que devemos seguir.
(D.800)

sábado, 4 de maio de 2013

BEATITUDE EM DEUS...


            Hoje estive no Céu, em espírito, e contemplei as indescritíveis belezas e a bem-aventurança que nos esperam depois da morte. Vi como todas as criaturas prestam incessantemente louvor e glória a Deus. Observei quão grande a beatitude em Deus, que a derrama sobre todas as criaturas, tornando-as felizes; e então toda a glória e louvor provenientes dessa felicidade, retornam à sua fonte; entram na profundidade de Deus, contemplando a Sua vida interior, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, a Quem jamais hão-de compreender ou [sequer] sondar.
             Essa Fonte de beatitude é imutável na sua essência, entretanto sempre nova, jorrando para a felicidade de toda a criatura. Compreendo agora São Paulo, que disse: "Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam.
             E Deus deu-me a conhecer uma única coisa que, a Seus olhos, tem infinito valor, que é o amor a Deus; amor, amor, amor, e mais uma vez amor - e nada se pode comparar a um acto de puro amor a Deus. Oh, que inconcebíveis favores Deus concede à alma que sinceramente O ama! Ó bem-aventurada aquela alma que goze, já aqui na Terra, dos Seus especiais dons! E essas são as almas pequenas e humildes.
(D.777)

DE OUTRA FORMA PODE ERRAR...

 


A alma sabe muito bem o que Deus lhe exige e, apesar das contrariedades, cumpre a Sua santa Vontade. Mas ela não pode agir sozinha nestas coisas; deve seguir os conselhos de um confessor  esclarecido, porque de outra forma pode errar, ou não conseguir nenhum proveito.
(D.773)

UM SABOR DE DELEITE...

     
      Grande é a recíproca comunhão entre a alma e Deus!
      Quando a alma deixa [este] estado oculto, os sentidos experimento um sabor do deleite da alma. E, sendo embora também isto uma grande graça de Deus, não é puramente espiritual, pois só nos primeiros momentos é que os sentidos não participam. No entanto, toda e qualquer graça dá sempre à alma poder e força para agir e coragem para sofrer.
      (772)

   

TANTO MAIS ARDENTEMENTE A ALMA O DESEJA...

         Nesse mesmo momento,a alma mergulha toda n'Ele e experimenta uma felicidade tão grande como a dos bem-aventurados no Céu. E, embora os eleitos do Céu contemplam a Deus face a face e seja completa e absoluta a sua beatitude, mesmo assim o conhecimento que eles têm de Deus não é igual - Deus fez-mo compreender. Esse conhecimento mais profundo começa aqui na Terra, dependendo da graça e também, em grande parte, da nossa fidelidade a essa graça.
         Todavia, a alma que experimenta esse incomparável dom da união com Deus não deve verdadeiramente afirmar que contempla a Deus face a face: pois ainda aqui há um finíssimo véu da fé, embora tão subtil, que a alma pode dizer que vê a Deus e fala com Ele. Ela é "divinizada". Deus dá a conhecer à alma quanto a ama e esta vê que almas melhores e mais santas do que ela não receberam essa graça. Por isso, domina-a um santo pasmo e mantém-se em profunda humildade, abismada no seu nada e no seu sagrado assombro e, quanto mais ela se humilha, mais estreitamente  Deus se lhe une e desce até ela.
         A alma, nesse momento, encontra-se como que abscôndita, os sentidos suspensos; num ápice    
conhece a Deus e se afoga n'Ele. Experiencia toda a profundidade do Inconcebível - e, quanto mais abissal esse conhecimento, tanto mais ardentemente a alma O deseja.
        (D.771)

DO FOGO DO PURO AMOR

    Se a tua alma estiver cheia de fogo do Meu puro amor, então todas as dificuldades se hão-de dissipar como a neblina perante os raios do sol, e não ousarão importunar uma alma assim. Todos os adversário  têm medo de a enfrentar, pois sentem que essa alma é mais forte do que o mundo inteiro...
    (D.1643)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O SOFRIMENTO FORTALECE O ESPÍRITO...

Santa Fina é uma heroína do norte da Itália, da pequena cidade de Giminiano. Ao contrário de outros santos, lembrados por tudo que fizeram em vida, ela é lembrada por aquilo que deixou de fazer, por ter pacientemente suportado uma doença degenerativa que a paralisou pouco a pouco, até a sua morte. 

São Gregório Magno anuncia a morte de Santa Fina, fresco atribuído
a Niccolo de Bonaventura, Igreja de Giminiano
.
O principal relato sobre sua vida foi escrito por João Di Coppo e fala mais dos milagres que ocorreram após a morte da santa. Os pais, Cambio e Imperiera, eram trabalhadores, mas com uma situação económica estável. Foi sua mãe lhe ministrou os ensinamentos da fé. 

Desde criança Serafina foi reclusa, talvez porque seus pais já percebiam sua fragilidade. Na adolescência tornou-se uma bela jovem, com uma feição adorável, boa estatura e bem proporcionada. Mas foi então que a doença, talvez alguma forma de tuberculose ou osteomielite, começou a afetá-la. Di Coppo assim relata:

São Paulo nos ensina que o sofrimento fortalece o espírito. Por este motivo, Fina era a mais bela e formosa criatura aos olhos de Jesus Cristo, seu mestre, que lhe permitiu tantos sofrimentos. Ela ficou paralítica de seu pescoço para baixo, todo corpo paralisado. Ao final, já não podia mover-se, nem sequer um braço ou mão.

Enquanto Deus permitia esta aflição, ela decidiu não repousar em uma cama confortável. Ao contrário, escolheu uma tábua de madeira para deitar-se. E como um lado de seu corpo ficou paralisado, afligido pela doença, ela decidiu deitar-se sobre o lado saudável. Por cinco anos esteve nesta posição. Não permitia a ninguém trocá-la de posição. Permaneceu por tantos anos assim que sua carne era uma grande ferida. E, no entanto, nunca gemeu ou reclamou; manteve-se dando graças a Deus até o final. 

Era um exemplo para todos moradores da cidadezinha, que vinha visitá-la em busca de conselhos. Saíam maravilhados de ouvir palavras de encorajamento de uma jovem tão desesperadamente enferma. Falava muito dos sofrimentos de Jesus na Cruz, muito maiores que os dela, que nos valeram a vida eterna. Pedia a todos que fossem devotos de Nossa Senhora, um exemplo para todas mulheres. 

Casa da Santa em Giminiano. Hoje é uma capela.
Sua mãe tratava-a da melhor maneira possível, mas ainda assim, muitas vezes tinha que deixá-la sozinha. Até que certo, a mãe foi assaltada e morta em frente de casa, aumentando os sofrimentos da Santa. Fina passou a depender dos vizinhos, mas muitos tinham repulsas de suas feridas. 

Fina era devota de São Gregório Magno, que perseverou até o final, enquanto uma severa gastrite o enfraquecia. Com frequência  Fina pedia ao santo que intercedesse por ela. Em 4 de março de 1253, o Santo apareceu-lhe numa visão, anunciando que seu sofrimento estava próximo ao final e ela morreria no dia do aniversário de São Gregório Magno. 

Assim ocorreu em 12 de Março: Santa Fina faleceu enquanto anjos tocavam os sinos da Igreja. Quando foi retirada da mesa, perceberam que ela deitava-se sobre violentas brancas. Conta-se que doentes tocaram seu corpo e foram imediatamente curados. Santa Serafina, através de seus sofrimentos e milagres, tornou-se uma heroína popular. 

Com doações deixadas sobre seu túmulo, um hospital foi construído com a missão de acolher os pobres  e doentes. Bem administrado, logo tornou-se um dos mais importantes da região e permaneceu em uso por mais de 800 anos. Na capela do hospital estava a tábua na qual a Santa repousava. 
Fonte: Tesouros da Igreja Católica

A CRIATURA POR Si SÓ ......

    Ó meu Jesus, bem sabeis quantos esforços necessários, para conviver duma forma sincera e simples com as pessoas de quem a nossa natureza tende a fugir, ou, com aquelas que, consciente ou inconscientemente, nos tenham feito sofrer: humanamente, isso é impossível. Agora, mais do que nunca, procuro descobrir o Senhor em cada um e, por Jesus, tudo faço por essas pessoas. Em tais acções, o amor é puro, e tal exercício de amor dá vigor e força à alma. Nada espero das criaturas e, por isso, não sofro nenhuma desilusão. sei que, por si só, a criatura [é] bem pobre e, por conseguinte, que se pode esperar dela? Deus é tudo para mim - e é com essas medidas de Deus que avalio todas as coisas.
(D.766)
  

Ó INFINITA BONDADE...


Ó bom Jesus, agradeço-vos por esta graça,de me dardes a conhecer quem sou por mim mesma: miséria e pecado, nada mais! Pela minha parte, só há uma coisa de que sou capaz de fazer: e é ofender-Vos, ó meu Deus, pois por si própria a miséria nada mais consegue além de ofender-Vos, ó infinita Bondade!
    

UNIÃO COM DEUS

 

  É estranho que, embora a alma viva essa união com Deus, não saiba exprimir com nitidez a forma e a figura desta união. Porém, quando ela encontra uma alma semelhante, entendem-se admiravelmente nessas matérias, posto que não troquem muitas palavras. Uma alma assim unida a Deus reconhece facilmente uma outra similar, mesmo que esta não lhe desvende o seu interior e apenas converse com ela normalmente. Trata-se como que de um parentesco espiritual. E não s-ao muitas as almas assim unidas a Deus, bem menos do que imaginamos.
    (D.768)
  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

QUANDO A ALMA REGRESSA AO SEU ESTADO VULGAR...

Quando a alma regresso ao estado vulgar, vê como esta vida não passa de bruma e névoa, um sonho emaranhado, uma confusão como a do enrodilhado das faixas que envolvam uma criança. É que, naqueles momentos, a alma apenas está a receber de Deus, pois ela, por si só, nada faz, nem sequer efectua o menor esforço; é Deus quem nela tudo infunde. Todavia, quando a alma volta ao seu estado habitual, reconhece que não está em seu poder permanecer nessa união.
         E ainda que breves, os momentos desta [união] perduram. A alma não pode ficar muito tempo nesse estado [de união com Deus], porque, doutro modo, forçosamente teria de romper os laços do corpo para sempre; porém, mesmo assim, não deixa de ser miraculosamente sustentada por Deus.
        Ele dá-lhe a conhecer com clareza o Seu Amor, como se ela fosse o único objecto da Sua predilecção. A alma reconhece-o limpidamente, como que sem véu, e lança-se com todo o seu vigor para Deus, sentindo-se embora ainda criança e sabendo que tal não está em seu poder. Por isso, Deus desce até ela e une-se à alma de uma maneira que... 
(D.767)



FUSÃO ENTRE DEUS E A ALMA

     
     A minha comunhão com o Senhor é agora de ordem puramente espiritual. A minha alma sente-se tocada por Deus e fica n'Ele toda absorvida, chegando mesmo ao completo esquecimento de si própria. Penetrada por Deus até às profundezas, afoga-se na Sua Beleza, dissolvendo-se , inteiramente n'Ele - e nem sei descrevê-lo, pois, ao fazê-lo ainda uso dos sentidos; e, aí, nessa união, os sentidos não estão activos; existe uma fusão entre Deus e a alma, e esta é admitida a um tão elevado grau da vida em Deus que já não é possível expressá-lo humanamente por palavras.
(D.767)


A Eucaristia, Páscoa do Senhor


Um só morreu por todos. É ele mesmo que em todas as igrejas do mundo, pelo mistério do pão e do vinho, imolado, nos alimenta, acreditado, nos vivifica e, consagrado, santifica os que o consagram.

Esta é a carne e este é o sangue do Cordeiro. É o mesmo pão descido do céu que diz: O pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (Jo 6,51). Também o seu sangue está expresso sob a espécie do vinho. Ele mesmo afirma no Evangelho: Eu sou a videira verdadeira (Jo 15,1), manifestando com toda clareza que é seu sangue todo vinho oferecido como sacramento da paixão. O grande patriarca Jacó já profetizara acerca de Cristo, ao dizer: Lavará no vinho a sua túnica e no sangue da uva o seu manto (Gn 49,11). Na verdade, haveria de lavar no seu próprio sangue a túnica do nosso corpo, que tomara sobre si como uma veste.

O Criador e Senhor da natureza, que produz o pão da terra, também transforma o pão no seu próprio Corpo (porque pode fazê-lo e assim havia prometido); do mesmo modo, aquele que transformou a água em vinho, transforma o vinho no seu sangue.

Diz a Escritura: É a páscoa do Senhor (Ex 12,11), isto é, a passagem do Senhor. Por isso não julguemos terrestres os elementos que se tornaram celestes, porque o Senhor “passou” para essas realidades terrestres e transformou-as no seu corpo e no seu sangue.

O que recebes é o corpo daquele pão do céu, e o sangue é daquela videira sagrada. Porque, ao dar o pão e o vinho consagrados a seus discípulos, disse-lhes: Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue (Mt 26,26.28). Acreditemos, portanto, naquele em quem pusemos a nossa confiança: a Verdade não sabe mentir.

Quando Jesus falava sobre a necessidade de comer seu corpo e de beber seu sangue, a multidão, desconcertada, murmurava: Esta palavra é dura! Quem consegue escutá-la? (Jo 6,60). Querendo purificar com o fogo celeste tais pensamentos – que deveis evitar, como já vos disse – ele acrescentou: O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida (Jo 6,63).

-- Dos Tratados de São Gaudêncio de Bréscia, bispo (século IV)
Fonte: Tesouros da Igreja Católica

AÍ ESTÁ TODO O SEGREDO DA MINHA SANTIDADE...

 
 Ó Jesus, existe ainda mais um segredo na minha vida - o mais profundo, mas também o mais querido ao meu coração - que sois Vós mesmo, quando sob a espécie do Pão, vindes ao meu íntimo. Aí está todo o segredo da minha santidade. É que o meu coração, unido com o Vosso, torna-se num só, e então já não existem nenhuns segredos, porque tudo o que é Vosso é meu, e tudo o que é meu, é Vosso. Eis a omnipotência e o milagre da Vossa Misericórdia. Nem todas as línguas juntas, humanas e angélicas, encontrarão palavras suficientes, para expressar esse mistério de Amor e da Vossa insondável Misericórdia.
(D.1489)

DIÁLOGO DE DEUS MISERICORDIOSO COM A ALMA PERFEITA


- Alma: "Meu Senhor e Mestre, desejo falar conVosco."
- Jesus: Diz, porque te escuto a qualquer momento, filhinha querida, estou sempre à tua espera. De que Me desejas falar?
- Alma: "Senhor, primeiro deponho a Vossos pés o meu coração, derramando-o com perfume de gratidão por tantas graças e benefícios com que sem cessar me cumulais. E, se os quisesse contar, não conseguiria fazê-lo. Lembrando-me apenas que nunca houve momento na minha vida em que não tivesse experimentado a Vossa proteção e bondade."
- Jesus: É-Me agradável a tua conversa e a tua gratidão abre novos tesouros de graças. Porém, Minha filhinha, talvez pudéssemos falar não em geral, mas em pormenor sobre o que mais te pesa no coração. Conversemos em confidência e francamente como dois corações que reciprocamente se amam.
- Alma:"Ó meu Senhor Misericordioso, há segredos no meu coração que, além de Vós, ninguém conhece, nem conhecerá. Mesmo que os quisesse revelar, ninguém me compreenderia. O vosso representante, porque me confesso a ele, sabe alguma coisa, mas só na medida em que sou capaz de lhe desvendar esses segredos; o resto fica entre nós por toda a eternidade, ó meu Senhor! Vós cobriste-me com o manto da Vossa Misericórdia, perdoando-me sempre os pecados. Nunca me recusastes o Vosso perdão, mas, compadecendo-Vos de mim, sempre me ofereceste uma vida nova - a vida da graça. E para que eu em nada duvidasse, entregastes-me à carinhosa proteção da Vossa Igreja, essa terna e verdadeira Mãe que em Vosso Nome me assegura tribunal da Vossa Misericórdia, a minha alma está a sentir, da Clemência, todo um mar. Aos anjos rebeldes não destes o tempo para a penitência, nem lhes prorrogastes o tempo da misericórdia. Ó meu Senhor, colocastes no caminho da minha vida santos sacerdotes que me indicam a rota certa.
(D.1489)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

DIÁLOGO DE DEUS MISERICORDIOSO COM A ALMA QUE ASPIRA À PERFEIÇÃO....


- Jesus: Agradam-me os teus esforços, alma que buscas a perfeição, mas por que te vejo com tanta frequência triste e abatida? Diz-Me, Minha filhinha, que significa esta tristeza e qual a sua causa?
- Alma: "Senhor, a causa da minha tristeza é [isto] que, apesar dos meus sinceros propósitos, caio continuadamente e sempre nos mesmos erros. De manhã, bem faço propósitos, mas à noite vejo quanto deles me afastei."
- Jesus: Repara, Minha filhinha, no que és por ti mesma, e que a causa dessas quedas é o facto de contares demais contigo própria e pouco te apoiares em Mim. Porém que isso não te entristeça demasiadamente. Estás a tratar com o Deus da Misericórdia, que a tua miséria não há-de esgotar, pois não limitei o número do Meu perdão.
- Alma: "Sim, sei de tudo isso, mas investem contra mim grandes tentações que me despertam diversas dúvidas interiores, e tudo me irrita e desanima."
- Jesus: Minha filhinha, fica a saber que os maiores obstáculos à santidade são o desânimo e uma injustificada inquietação. Eles impedem-te de praticar a virtude. Todas as tentações juntas não deveriam, nem por um momento, perturbar a tua paz interior. O melindre e o desânimo, eis os frutos do teu amor-próprio. Não deves nunca desencorajar-te, mas esforçar-te, para que, em lugar do amor-próprio, possa reinar o Meu Amor. Portanto, tem confiança, Minha filhinha, não deves desanimar. Vem alcançar o Meu perdão, pois Eu estou sempre pronto a conceder-to. Todas as vezes que Mo pedes, glorificas a Minha Misericórdia.
- Alma: "Entendo qual é a maior perfeição e o que mais Vos agrada, todavia encontro grandes obstáculos para pôr em prática o que sei."
- Jesus: Minha filhinha, a vida na Terra é, de facto, uma luta, e uma grande luta pelo Meu Reino, mas não temas, porque não estás sozinha. Eu sustento-te sempre, portanto apoia-te no Meu braço e combate sem ter medo de nada. Toma o vaso da confiança e enche-o na Fonte da Vida, não só para ti, mas pensando também nas outras almas, e especialmente naquelas que têm pouca confiança na Minha Bondade.
- Alma: "Senhor, sinto o meu coração a encher-se do Vosso Amor, os raios da Vossa Misericórdia e Amor a penetraram a minha alma. Eis que sigo, senhor, o Vosso chamamento e parto à conquista das almas. Sustentada pela Vossa Graça, estou pronta a seguir-Vos não somente ao Tabor, mas também ao Calvário. Desejo conduzir as almas à fonte da Vossa Misericórdia, a fim de que em todas elas se reflicta o esplendor dos raios da Misericórdia, para que a casa de nosso Pai se encha. E, quando o inimigo começar a arremessar contra mim os seus projecteis, proteger-me-ei com a Vossa Misericórdia como um escudo."
(D.1487)

Faltava uma escada ...




Faltava uma escada na capela das Irmãs de Loreto...



Na cidade de Santa Fé, estado do Novo México (Estados Unidos), um mistério persiste, há mais de 130 anos atraindo fieis e turistas – cerca de 250 mil visitantes a cada ano – trata-se da Capela de Loretto.
Quando a capela ficou pronta, no final do século 19, as freiras sentiram falta de uma escada que as levasse até o pavimento superior.

Então, deram início a uma novena a São José, que, na terra, fora carpinteiro e é o patrono dos carpinteiros. 


No último dia da novena, um estranho bateu na porta da capela. Disse que era carpinteiro e se ofereceu para construir a escada, seguro de que poderia dar conta da tarefa.
O indivíduo construiu, sem ajuda de ninguém, a escada que é considerada um prodígio de carpintaria: ninguém consegue entender como ela se mantém de pé, sem possuir um suporte central. O carpinteiro não usou nem prego e nem cola na construção e desapareceu, misteriosamente, sem solicitar qualquer paga e sem deixar vestígios.
Há três mistérios neste caso. O primeiro mistério é que não se sabe, até hoje, quem foi o homem que construiu a escada, a portas fechadas.
Segundo mistério: arquitetos, engenheiros e cientistas dizem que não entendem como a escada se equilibra, não possuindo um suporte central.

E o terceiro mistério: de onde veio a madeira? Já fizeram análises e não existe nada parecido em toda a região: nem a essência nem o tipo de madeira utilizado – explica o porta-voz da Igreja. 


Uma lenda nasceu na cidade de Santa Fé, deixando crer que o carpinteiro, na verdade, era São José, enviado por Jesus para atender as súplicas das freiras. Desde então, a escada passou a ser chamada de “milagrosa”, e virou ponto de peregrinação e atração turística. 

E há outro detalhe que reforça a crença no suposto milagre: a escada tem 33 degraus, a idade de Cristo, quando crucificado. O caso nunca foi investigado pelo Vaticano, mas a lenda ganhou vida.

Fonte: Chrétiens magazine 

REFLEXÃO SOBRE AS PALAVRAS...

   
 
     [Juramento]
     Não jurar, nem pelo Criador, nem pela criatura, a não ser com verdade, necessidade e reverência. Necessidade, entendo não quando se afirma, com juramento, qualquer verdade, mas quando essa verdade é de alguma importância acerca do proveito da alma ou do corpo ou dos bens temporais. Reverência entendo, quando ao proferir-se o nome do seu Criador, e Senhor, se lhe tributa, com toda a consideração, a honra e respeito devidos.

     [Juramento pela criatura]
     Convém advertir que, embora, no jurar em vão, se peque mais, jurando pelo Criador do que pela criatura, é mais difícil  contudo, jurar devidamente com verdade, necessidade e reverência, pela criatura do que pelo Criador, pelas razões seguintes:
     1.ª : Quando queremos jurar por alguma criatura, o querer nomear a criatura não nos faz estar tão atentos nem advertidos para dizer a verdade ou para afirmá-la com necessidade, como ao querermos nomear o Criador e Senhor de todas as coisas.
     2.ª : Ao jurar pela criatura não é fácil mostrar reverência e acatamento ao Criador e Senhor  e se  profere o seu nome; porque o querer nomear a Deus, nosso Senhor, traz consigo maior acatamento e reverência do que querer nomear uma coisa criada. Portanto concede-se mais aos perfeitos do que aos imperfeitos jurar pela pela criatura, porque os perfeitos pela assídua contemplação e iluminação do entendimento, consideram, meditam e contemplam mais que Deus nosso Senhor está  em cada criatura, segundo a sua essência, presença e potência; e assim, ao jurarem pela criatura, estão aptos e dispostos para prestar acatamento e reverência a seu Criador e Senhor do que os imperfeitos.
     3.ª : No juramento frequente pela criatura, há-de temer-se mais a idolatria nos imperfeitos do que nos perfeitos.

     [Palavras ociosas)
     - Não dizer palavras. Por palavra ociosa entendo a que não me aproveita a mim nem a outrem, nem se profere com tal intenção. De sorte que, falar de tudo o que é proveitoso ou com intenção que o seja, à alma própria ou alheia, ao corpo ou aos bens temporais, nunca é ocioso. Nem por falar alguém de coisas que estão fora do seu estado, como se um religioso falasse de guerras ou comércio.
      Mas em tudo o que se disse: há mérito quando as palavras se ordenam a bom fim, e pecado, quando se dirigem a mau fim ou se fala inutilmente.

      [Difamação]
      - Nada se deve dizer para difamar ou murmurar, porque se se revela um pecado mortal que não seja público, peca-se mortalmente; e venialmente, se se descobre um defeito, mostra-se um defeito próprio; mas, se for recta a intenção, de duas maneiras se pode falar do pecado ou falta de outrem.
      1.º - Quando o pecado é público, como por exemplo, falar de uma meretriz pública ou duma sentença dada em juízo; ou dum erro público que corrompe as almas daqueles com quem se conversa.
      2.º - Quando se descobre o pecado oculto a alguma pessoa, para esta ajudar a levantar aquele que está em pecado, contanto que se tenham algumas conjecturas ou razões prováveis de que assim o poderá ajudar.

(Exercícios Espirituais de Santo Inácio - Exame Geral)



PARA SE PURIFICAR E MELHOR SE CONFESSAR

[Origem dos pensamentos]

     Pressuponho haver em mim três pensamentos, a saber: um que é propriamente meu, e que sai da minha pura liberdade e querer; e outros dois que vêm de fora, um que vem do bom espírito e outro do mau.

[Maneira de merecer nos pensamentos]

     Há duas maneiras de merecer num mau pensamento que vem de fora:
     1.ª - Vem, por exemplo, um pensamento de cometer um pecado mortal. Resisto prontamente a esse pensamento, e fica vencida.
     2.ª - Quando me vem aquele mesmo mau pensamento e eu lhe resisto, e torna a vir, uma e outra vez, e eu resisto sempre, até que o pensamento se vai vencido. Esta segunda maneira é de mais merecimento do que a primeira.

 [Modo de pecar venialmente...]

     - Peca-se venialmente, quando vem o mesmo pensamento de pecar mortalmente, e se lhe dá atenção, demorando-se, algum tanto nele ou recebendo alguma deleitação sensível, ou havendo alguma negligência em lançar de si esse pensamento.

[Modo de pecar mortalmente...]
    - Há duas maneiras de pecar mortalmente:
      1.ª : Quando se dá consentimento ao mau pensamento, para o pôr logo em prática como se consentiu ou para o executar, se pudesse.
      2.ª : Quando se põe por ato esse pecado, o que é mais grave por três razões:  1.ª, pelo maior espaço de tempo; 2.ª, pela maior intenção; 3.ª, pelo maior dano das duas pessoas.

(Exercícios Espirituais de Santo Inácio - Exame Geral de Consciência)

AINDA SOBRE O EXAME PARTICULAR E QUOTIDIANO...



QUATRO ADIÇÕES PARA DEPRESSA TIRAR O PECADO OU DEFEITO PARTICULAR



[Manifestar arrependimento]
1ª - Cada vez que se cai nesse pecado ou defeito particular, ponha-se a mão no peito, doendo-se de haver caído; o que se pode fazer mesmo diante de muitas pessoas, sem que notem o que faz.

[Comparar exame com exame]
2ª - Como a primeira linha do g = , significa o primeiro exame e a segunda linha o segundo, veja, à noite, se há emenda, da primeira linha para a segunda, a saber: do primeiro exame para o segundo.

[Comparar dia com dia]
3ª - Conferir o segundo dia com o primeiro, a saber, os dois exames do dia passado, e ver se se emendou dum dia para o outro.

[Comparar semana com semana]
4ª - Conferir uma semana com a outra, e ver se se emendou na semana presente, em comparação com a semana passada.


[Explicação do gráfico]

Nota - Nota-se que o primeiro G grande que se segue significa o domingo; o segundo mais pequeno, a segunda-feira; o terceiro, a terça-feira, e assim sucessivamente.

G =====================================================
g =====================================================
g =====================================================
g =====================================================
g =====================================================
g =====================================================
g =====================================================
g =====================================================

(Exercícios Espirituais de Santo Inácio - [27]-[31])