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O que é extraordinário, nos textos e mensagens entre Jesus e a Irmã Faustina, é que em qualquer dos textos citados podemos identificar-nos com a Irmã Faustina, como se estas mensagens estejam diretamente dirigidas a cada um de nós. A alma que tem sede de Deus, e por ter procurado uma intimidade com Ele, mas sem saber como a alcançar, está agora em plena consciência, enquanto anteriormente não distinguia claramente a Sua voz, nem compreendia a Sua mensagem, a partir da leitura das declarações de Jesus e suas interpretações da Irmã Faustina, o véu abriu-se e agora tudo ficou transparente e nítido.
Estas mensagens, que nos foram dirigidas, ao longo de toda a nossa vida, ganharam sentido, ultrapassando a barreira do tempo e agora disponíveis e compreensíveis para todos aqueles que o desejam, em comunhão com os Santos e a Santa Igreja, pela graça da Misericórdia Divina.
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São João Crisóstomo, que, como sabeis, tratou com tanta elevação de linguagem e tão iluminada piedade o Mistério Eucarístico, exprimiu-se nos seguintes termos precisos, ao ensinar aos seus féis esta verdade: "Inclinemo-nos sempre diante de Deus sem o contradizermos, embora o que Ele diz possa parecer contrário à nossa razão e à nossa inteligência; sobre a nossa razão e a nossa inteligência, prevaleça a sua palavra. Assim nos comportemos também diante do Mistério (Eucarístico), não considerando só o que nos pode vir dos nossos sentidos, mas conservando-nos fiéis às suas palavras. Uma palavra sua não pode enganar".[5]
Idênticas afirmações encontramos freqüentemente nos Doutores Escolásticos. Estar presente neste Sacramento o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Cristo, "não é coisa que se possa descobrir com os sentidos, diz Santo Tomás, mas só com a fé, baseada na autoridade de Deus. Por isso, comentando a passagem de São Lucas, 22,19: Isto é o meu corpo que será entregue por vós", diz São Cirilo: "Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente.[6]
Repetindo a expressão do mesmo Doutor Angélico, assim canta o povo cristão: Enganam-se em ti a vista, o tato e o gosto. Com segurança só no ouvido cremos: creio tudo o que disse o Filho de Deus. Nada é mais verdadeiro do que esta palavra de verdade.
Mais ainda: é São Boaventura quem afirma: Estar Cristo no Sacramento como num sinal, nenhuma dificuldade tem; estar no Sacramento verdadeiramente, como no céu, tem a maior das dificuldades: é pois sumamente meritório acreditá-lo.[7]
O mesmo dá a entender o Evangelho ao contar que muitos discípulos de Cristo, ao ouvirem falar de comer carne e beber sangue, voltaram as costas e abandonaram o Senhor, dizendo: Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las? Perguntando então Jesus se também os Doze se queriam retirar, Pedro afirmou, com decisão e firmeza, a fé sua e a dos Apóstolos, com esta resposta admirável: Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna [8]
Ao magistério da Igreja confiou o Redentor divino a palavra de Deus tanto escrita como transmitida oralmente, para que a guardasse e interpretasse. É esse magistério que devemos seguir, como estrela orientadora, na investigação desse Mistério, convencidos de que "embora não esteja ao alcance da razão e embora se não explique com palavras, continua sempre a ser verdade aquilo que há muito se proclama com a fé católica genuína e é objeto de crença em toda a Igreja". [9]
Donde se conclui que se deve observar religiosamente a regra de falar, que a Igreja, durante longos séculos de trabalho, assistida pelo Espírito Santo, estabeleceu e foi confirmando com a autoridade dos Concílios, regra que, muitas vezes, se veio a tornar sinal e bandeira da ortodoxia da fé. Ninguém presuma mudá-la, a seu arbítrio ou a pretexto de nova ciência. Quem há de tolerar que fórmulas dogmáticas, usadas pelos Concílios Ecumênicos a propósito dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, sejam acusadas de inadaptação à mentalidade dos nossos contemporâneos, e outras lhes sejam temerariamente substituídas? Do mesmo modo, não se pode tolerar quem pretenda expungir, a seu talante, as fórmulas usadas pelo Concílio Tridentino ao propor a fé no Mistério Eucarístico. Essas fórmulas, como as outras que a Igreja usa para enunciar os dogmas de fé, exprimem conceitos que não estão ligados a uma forma de cultura, a determinada fase do progresso científico, a uma ou outra escola teológica, mas apresentam aquilo que o espírito humano, na sua experiência universal e necessária, atinge da realidade, exprimindo-o em termos apropriados e sempre os mesmos, recebidos da linguagem ou vulgar ou erudita. São, portanto, fórmulas inteligíveis em todos os tempos e lugares.
Pode haver vantagem em explicar essas fórmulas com maior clareza e em palavras mais acessíveis, nunca, porém, em sentido diverso daquele em que foram usadas. Progrida a inteligência da fé, contanto que se mantenha a verdade imutável da fé. O Concílio Vaticano I ensina que nos dogmas "se deve conservar perpetuamente aquele sentido que, duma vez para sempre, declarou a Santa Madre Igreja, e que nunca é lícito afastarmo-nos desse sentido, pretextando e invocando maior penetração".
-- Carta Encíclica Mysterium Fidei, Papa Paulo VI, em 3 de Setembro de 1965 |
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NO DIA 8 DE DEZEMBRO
Nossa Senhora pediu a Pierina que todos os anos no dia 8 de Dezembro ao meio-dia fosse celebrada a Hora da Graça Universal. “Esta Hora da Graça vai produzir grandes e numerosas conversões. Corações frios e duros como mármores serão tocados pela Graça Divina e se tornarão fiéis ao amor do Senhor.” Disse Nossa Senhora à Pierina no dia 22 de Novembro de 1947.
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A SÉTIMA APARIÇÃO EM MONTICHIERI – ITALIA (08/12/1947)
Aqui em Montichiari quero ser chamada “ROSA MÍSTICA”. Nesta festa mariana por excelência, escolhida para a aparição, milhares de pessoas vieram de todas as partes; Pierina Gilli conseguiu entrar com dificuldade e dirigir-se ao lugar central onde se deram as aparições anteriores, e começou a rezar o Rosário. De repente Pierina exclamou: “Oh! A Senhora”! Contemplou a Mãe de Deus na parte superior de uma escada branca que chegava à terra ladeada de rosas brancas, vermelhas e amarelas. À Virgem, sorrindo, disse: Eu sou a Imaculada Conceição, sou a Mãe da graça, Mãe do Divino Filho, Jesus Cristo. Quero que, ao meio dia de cada 08 de Dezembro, seja celebrada a hora de ação de graças para todo o mundo; mediante esta devoção se alcançarão graças para a alma e para o corpo. Nosso Senhor, meu Divino Filho, concederá sua misericórdia, contando que os bons não deixam de orar pelos irmãos pecadores; é preciso informar rapidamente ao Supremo pastor da Igreja Católica, o Papa Pio XII, o meu desejo de que esta hora de graça seja conhecida e estendida por todo o mundo. Quem não puder ir a Igreja, que reze em sua casa ao meio-dia e obterá as minhas graças, e se alguém vier orar com lágrimas de arrependimento sobre estas lajes encontrará uma escada certa para ir ao céu, junto com a proteção do meu coração materno.
“Vede este coração que ama tanto os homens enquanto a maioria deles o injúria”. Se todos, bons e maus, se reunirem em oração, obterão deste coração misericórdia e Paz. Os bons acabam de obter, pela minha intercessão, a misericórdia do Senhor, que teve um grande castigo.
“Tenho preparada uma abundância de graças para todos os filhos que escutam minha voz e guardam os meus desejos”.
8 de Dezembro:
A Hora da Graça Universal
Conforme aparição de Nossa Senhora
Rosa Mística em Fontanelle (Itália) para Pierina, foi revelado que, no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, ao meio dia (12:00 hs), será a hora da
graça universal. Nossa Senhora irá interceder, de maneira muito especial, pelos
nossos pedidos, feitos neste horário.
Imaculada de
Maria, por todos os Vossos méritos, abri as portas do Vosso Coração e deixai
espalhar pelo mundo todo, graças incontáveis, repletas de bênçãos espirituais e
temporais. (fazer os pedidos)
Reza-se em seguida:
7 Ave-Maria em
honra das 7 dores do Coração Imaculado.
3 Glórias ao Pai em honra da Santíssima Trindade intercaladas com: Rosa Mística, rogai por nós.
Como preparação
para o evento do dia 08 de Dezembro, Nossa Senhora indicou o que deveria ser
feito:
“Oração e Penitência. Rezem três vezes ao dia, todos
os dias, o Salmo 50, “Miserere”, de braços abertos.”
Tende piedade de mim, ó Deus por teu amor!
Por tua compaixão, apaga a minha culpa.
Lava-me completamente da minha iniquidade,
purifica-me do meu pecado,
pois reconheço a minha culpa.
Meu pecado esta sempre diante de mim.
Pequei contra ti, pratiquei o que é mau aos teus olhos,
tu amas um coração sincero,
e no intimo me ensinas a sabedoria,
purifica-me e ficarei puro.
Lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
Faz-me ouvir o júbilo e a alegria,
que se alegre os ossos que esmagastes.
Ó Deus, põem em mim um coração puro.
Coloque em meu peito um espírito decidido, firme.
Senhor, não me rejeites para longe de tua face,
não retires de mim o teu Santo Espírito.
Livra-me do crime de sangue, ó Deus, meu Salvador,
e a minha língua louvará altamente a
tua justiça.
O meu sacrifício é um espírito contrito
O meu sacrifício é um coração contrito e esmagado
E isto não o desprezas!
No dia 8 de Dezembro de 1854, Pio IX definiu solenemente este dogma da Imaculada Conceição:
“Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo… declaramos, proclamamos e definimos que a beatíssima Virgem Maria foi preservada e eximida de toda a mácula do pecado original no primeiro instante da sua conceição, por graça e especial privilégio de Deus e em vista dos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do género humano” (Denziger 1641)
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