JESUS, EU CONFIO EN VÓS

Somo Servos da Misericórdia Divina.

O que é extraordinário, nos textos e mensagens entre Jesus e a Irmã Faustina, é que em qualquer dos textos citados podemos identificar-nos com a Irmã Faustina, como se estas mensagens estejam diretamente dirigidas a cada um de nós. A alma que tem sede de Deus, e por ter procurado uma intimidade com Ele, mas sem saber como a alcançar, está agora em plena consciência, enquanto anteriormente não distinguia claramente a Sua voz, nem compreendia a Sua mensagem, a partir da leitura das declarações de Jesus e suas interpretações da Irmã Faustina, o véu abriu-se e agora tudo ficou transparente e nítido.

Estas mensagens, que nos foram dirigidas, ao longo de toda a nossa vida, ganharam sentido, ultrapassando a barreira do tempo e agora disponíveis e compreensíveis para todos aqueles que o desejam, em comunhão com os Santos e a Santa Igreja, pela graça da Misericórdia Divina.


Diariamente, colocaremos citações da obra de Santa Faustina, ou de outros autores que também receberam graças muito especiais, que o ajudará, com certeza, na sua meditação diária.

domingo, 2 de março de 2014

Maria sabia desde o início...

A Santíssima Mãe do Salvador passou toda a vida meditando, refletindo sobre as virtudes e os sofrimentos de seu Filho.

Quando ouviu os anjos cantarem cânticos de alegria, no nascimento do Menino-Deus, quando viu os pastores a adorá-lo no estábulo, seu espírito se encheu de admiração e ela passou a meditar todas essas maravilhas em seu coração. Maria comparava as magnitudes do Verbo encarnado à sua profunda pobreza e humildade; a palha e o berço, ao seu trono e ao seio do Pai; o poder de um Deus à fraqueza de uma criança; sua sabedoria à sua simplicidade.

A Santíssima Virgem disse um dia a Santa Brígida: “Quando eu contemplava a beleza, a modéstia, a sabedoria de meu filho, minha alma se enchia de alegria, e quando eu apreciava suas mãos e seus pés que um dia seriam perfurados com pregos, eu derramava uma torrente de lágrimas e meu coração se despedaçava de tristeza e de dor.”
São Luís Maria Grignon de Monfort 
Em Le Secret Admirable du Très Saint Rosaire pour se convertir et se sauver, (O segredo admirável do Rosário para se converter e se salvar) Mistérios dolorosos 3ª dezena, § 72

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Do seio de Maria, ao seio que abrigava João Batista

A Igreja celebra três nascimentos: o do Filho de Deus, o de sua Mãe e o de João Batista. (...) De todos os outros santos nós mantemos, apenas, o dia de seu nascimento para a vida eterna, ou seja, o dia da passagem deste mundo para o outro.

A exceção feita a São João baseia-se na graça de santificação, com a qual ele foi beneficiado desde o ventre de sua mãe, no momento da Visitação de Maria à sua prima Isabel (Lc 1 , 39-56 ).

(...) Se perguntarmos por que Nosso Senhor nasceu no solstício de inverno e João no equinócio de verão, Santo Agostinho nos responderá que aquele que disse: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3 , 29-30) nasce quando os dias começam a diminuir, enquanto Cristo veio ao mundo como "o sol nascente, para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz".

(Lc 1, 78-79). (...)
Fonte: UM MINUTO COM MARIA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Não vedes? Ainda não compreendestes?


«Deus, meu Deus, procuro-Te desde a aurora» (Sl 62,2 Vulg). […] Ó luz mui serena da minha alma, manhã resplandecente, torna-Te em mim o nascer do dia; brilha sobre mim com tanta clareza que na tua luz vejamos a luz (Sl 35,10). Que através de Ti a minha noite se transforme em dia. Minha manhã muito amada, que por amor do teu amor eu despreze tudo o que não és Tu.  Visita-me desde a aurora para me transformares súbita e totalmente em Ti. […] Destrói tudo o que é de mim; faz com que eu passe totalmente para Ti, de modo que nunca mais me possa encontrar em mim durante este tempo limitado, mas que fique estreitamente ligada a Ti para a eternidade. […]

Quando serei saciada por beleza tão grande e tão brilhante? Ó Jesus, magnífica Estrela da manhã (Ap 22,16), resplandecente de claridade divina, quando serei iluminada pela tua presença? Esplendor tão digno de amor, quando me saciarás de Ti? Oh, se aqui em baixo eu pudesse descobrir ao menos os raios delicados da tua beleza […], ter ao menos uma percepção da tua doçura e saborear-Te antecipadamente, a Ti que és a minha herança de eleição (cf Sl 15,5). […] Tu és o espelho resplandecente da Trindade Santa que é permitido aos puros de coração contemplar (Mt 5,8): lá em cima face a face, cá em baixo apenas num reflexo.


 Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301)
Monja beneditina  - Exercícios, n° 5; SC 127

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A SERVA DE DEUS
IR. CONSOLATA BETRONE


"A vida dos Santos é para todos nós uma norma de vida": foi com estas palavras que, no dia 8 de Fevereiro de 1955, em Turim, no Santuário de Maria Auxiliadora, o arcebispo cardeal Giovanni Saldarini deu início ao processo de canónico de cinco causas de beatificação.
Uma delas era a da monja clarissa capuchinha Irmã Maria Consolata  Betrone. A 23 de Abril de 1999, encerrou-se o processo canónico diocesano para a beatificação, sendo então enviado para Roma. Os traços biográficos da nova Serva de Deus, nascida em Saluzzo (Cuneo, Italia), a 6 de Abril de 1903 e falecida a 18 de Julho de 1946, no Mosteiro "Sacro Cuoro" de Moncalieri-Moriondo (Turim), poderiam esgotar-se na parábola de uma vida que durou apenas 43 anos, 17 dos quais em rigorosa clausura. E assim teria sido, se Deus não tivesse feito da sua breve existência um meteoro flamejante de amor eterno...
Por intermédio de Consolata, Deus parece querer educar novamente  o coração do homem para a união com Ele, pois entre o Criador e a criatura já não há subordinação servil, mas sim intimidade. É substancialmente este o conteúdo da invocação: "Jesus, Maria, eu amo-Vos; salvai almas!", característica da "Picolissima via d'amore", "Pequeníssimo caminho de amor", indicado pelo Senhor à humilde capuchinha para reconquistar para a graça e para a misericórdia, com um simples ato de confiança, milhões de almas atormentadas pelo pecado.
Foi por mérito do Padre Lorenzo Sales (1889-1972), seu confessor e diretor espiritual desde 1934 , tê-la ajudado com sabedoria e discernimento na obra de Deus, escrita mais na vida de Irmã Consolata do que nos apontamentos do seu diário. 

Aconselho vivamente a leitura desta obra: o coração de Jesus ao Mundo, do Padre Lorenzo Sales, em língua portuguesa, da edição paulinas, que reconstituiu a mensagem recebida de Jesus pela Serva de Deus Maria Consolata Betrone.
http://www.consolatabetrone-monasterosacrocuore.it/page/POR/preghieracuore.html

O que a Virgem Maria ensina a Joana da França

Santa Joana de França (1464-1505), é filha do rei Luís XI e da rainha Charlotte de Saboia. Aos doze anos, ela foi imposta em casamento ao duque Luís de Orleans, que jamais aceitaria esta união forçada. Quando, em 1498, ele subiu ao trono da França, pediu a Roma o reconhecimento de nulidade do matrimônio.

Joana, liberada de seus deveres conjugais, fundou, então, em Bourges, a Ordem da Virgem Maria (l´Annonciade). A Virgem Maria ensinou três coisas a Joana, apropriadas para fazê-la progredir no caminho do prazer de Deus e da união com o Cristo: a escuta da Palavra de Deus, a meditação sobre a Paixão de Cristo e o amor à Eucaristia.

O confessor de Joana relata que a Virgem também pediu à jovem que se tornasse uma artesã da paz − no local onde residia −, de ser sua advogada, nas suas conversas e palavras, de tentar estabelecer a paz entre todas as pessoas com quem ela vivia, de não dizer nada além de palavras de paz, levando em conta a salvação das almas, de não dar ouvidos às palavras caluniosas, de perdoar, sempre, e de sempre pedir desculpas. Fazer isso é um abençoado caminho de vida.

Irmã Marie-Emmanuel
Mosteiro de l´Annonciade

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Maria, um remédio como a grama verdejante

A regra da providência divina é que ela providencie, para cada caso, de acordo com o que lhe convém. É por isso que, para o homem, sendo ele humano, ela providencia um remédio derivado da terra. Então, [nós lemos] em Eclesiástico (ou Sirácida): Da terra o Senhor criou os símplices, as plantas medicinais, o Senhor faz sair da terra o remédio. (Eclo 38, 4).

Dois remédios de terra nos são oferecidos: a grama verdejante e as árvores frutíferas. A grama verdejante é a Santíssima Virgem, celebrada, neste momento, pela Igreja, na Natividade do Senhor. Na verdade, ela é tida como a grama, por causa da sua humildade; verdejante, por causa de sua virgindade; e a que leva, a que contém o fruto, devido à sua fecundidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dulcíssima Virgem Maria

Dulcíssima Virgem Maria,

Tu és é a mãe de todos os pobres humanos

E, especialmente, minha Mãe...

Minha Mãe, tu és forçada a atender a todos os meus pedidos.

Para a honra e glória de teu Filho,

peço que me aceites como teu filho,

sem levar em conta a minha miséria e os meus pecados.

Livra a minha alma e o meu corpo de todo o mal

e dá-me, acima de tudo, a humildade.

dá-me todos os  teus dons, bens e

graças que agradam à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,

Amém.

São Francisco de Sales 
(+ 28 dezembro de 1622)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A LUZ DA FÉ - LUMEN FIDEI

«Se Deus nos reconciliou consigo pela morte de seu Filho quando ainda éramos pecadores, 
muito mais [...] seremos salvos pela vida de Cristo ressuscitado» (Rom 5,10)
A maior prova da fiabilidade do amor de Cristo encontra-se na sua morte pelo homem. Se dar a vida pelos amigos é a maior prova de amor (cf Jo 15,13), Jesus ofereceu a sua vida por todos, mesmo por aqueles que eram inimigos, para lhes transformar o coração. É por isso que os evangelistas situam na hora da Cruz o momento culminante do olhar de fé: naquela hora resplandece o amor divino em toda a sua sublimidade e amplitude. São João colocará aqui o seu testemunho solene, quando, juntamente com a Mãe de Jesus, contemplou Aquele que trespassaram (cf Jo 19,37): «Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também» (Jo 19, 35). […]

É precisamente na contemplação da morte de Jesus que a fé se reforça e recebe uma luz fulgurante; é aqui que ela se revela como fé no seu amor inabalável por nós, amor que é capaz de penetrar na morte para nos salvar. É possível crer neste amor que não se subtraiu à morte para manifestar quanto me ama; a sua totalidade vence toda e qualquer suspeita e permite-nos confiar-nos plenamente a Cristo.

Ora, a morte de Cristo desvenda a total fiabilidade do amor de Deus à luz da sua ressurreição. Enquanto ressuscitado, Cristo é testemunha fiável, digna de fé (cf Ap 1,5; Heb 2,17), apoio firme para a nossa fé.

Papa Francisco 
Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §§ 16-17
(trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)  

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

É difícil escutar a voz de Deus

É difícil escutar a voz de Deus em nosso coração e descobrir seus desejos, a missão que Ele nos confiou. O Espírito Santo fala no silêncio e nós não o ouvimos, porque parece haver barulho demais.
 
Você conhece a lenda do monge e do templo na ilha? Disseram ao monge que os sinos mais belos era ouvidos nessa ilha, mas que, com o passar dos séculos, a ilha havia afundado no mar e, com ela, o templo e seus sinos. Uma antiga tradição afirmava que os sinos continuavam tocando sem cessar e que qualquer um que prestasse muita atenção poderia ouvi-los.
 
O único desejo do monge era ouvir esses sinos. E ele ficou sentado durante dias na beira do mar, diante do lugar em que o templo havia existido, e tentava ouvir com toda a atenção. Mas só escutava o barulho das ondas ao bater nas pedras. Ele fez todo o esforço possível para afastar de si o barulho das ondas, com o fim de ouvir os sinos. Mas foi em vão: o mar parecia inundar o universo.
 
Um dia, desanimado, desistiu da sua ideia, acreditando não ser um dos seres afortunados a quem era dado o dom de ouvir os sinos. Em seu último dia no local, ele apenas deitou na areia, contemplando o céu e ouvindo o som do mar. Naquele dia, ele não opôs resistência ao som do mar, apenas se entregou, e descobriu que o som das ondas era realmente doce e agradável. E foi ficando absorto naquele som, até seu coração ficar em silêncio profundo. E, em meio àquele silêncio, ele ouviu! Primeiro um sino, depois outro, outro e outro. E todos e cada um dos mil sinos do templo, que formavam uma gloriosa harmonia. Seu coração transbordou de assombro e alegria.
 
Sonhamos com ouvir a voz de Deus, buscamos o silêncio e nos retiramos do mundo. Não o encontramos. Os barulhos da vida nos incomodam e queremos evita-los. Queremos fazer silêncio, mas não conseguimos, porque continuam os barulhos, as vozes, os gritos. Não há silêncio em nosso interior e no mundo que nos cerca.
 
A história dos sinos no mar nos ensina a orar sem desprezar o mundo que nos rodeia, sem querer fugir dele. Quando aprendermos a ouvir nossa alma cheia de barulho, as ondas do nosso interior, o mar dos que estão ao nosso lado, a vida com sua falta de paz, esse dia cheio de atividades, então conseguiremos escutar os sinos de Deus.
 
Quantas vezes não vemos Deus no cotidiano! Não sabemos onde Ele está, nem o que quer de nós. Onde está nessa dor que sentimos, na rotina, em nossa família ou na tempestade do nosso coração. Ou diante de uma decisão difícil, de um fracasso.
 
Gostaríamos de ver o céu se abrindo e Deus dizendo “Sou eu, estou aqui”. Mas Ele fala de outra forma, às vezes apenas sussurra. Se começarmos a ver nossa vida e tudo o que os cerca com os olhos de Deus, descobriremos o melhor caminho para ouvi-lo.
 
Às vezes, essa voz de Deus são as pessoas que passam pela nossa vida. Aí podemos escutar Deus. Não andando na ponta dos pés sobre a vida, mas segurando-a entre as mãos. Não queremos abstrair-nos de todos os barulhos do mundo, mas colocando nosso coração ali, na realidade em queDeus nos fala.
 
No meio dos nossos barulhos, é possível ouvir a voz de Deus pronunciando nosso nome, dizendo-nos o quanto nos ama. Sim, nosso nome está escrito em tudo o que nos cerca, pronunciado por Jesus. E o nome de Jesus também está presente em todas as realidades, mas às vezes nós o pronunciamos timidamente.
 
É preciso amar o mundo no qual Cristo se fez carne. Aí mesmo, entre as pessoas, na falta de amor e paz, pois aí nasce o eterno. Aí começa a fronteira da eternidade. Aí entendemos o sentido da nossa vida, e os sinos de Deuscomeçam a tocar na nossa alma. Sua voz é doce e clara.
 
Escutemos o que Deus nos fala a cada dia e sigamos o caminho que Ele nos mostra.

Fonte: Aleteia - Padre Carlos Padilla

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A fé, uma força consoladora no sofrimento


O cristão sabe que o sofrimento não pode ser eliminado, mas pode adquirir um sentido: pode tornar-se acto de amor, entrega nas mãos de Deus que não nos abandona e, deste modo, ser uma etapa de crescimento na fé e no amor. […] A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para muitos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal. A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho. 


Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explica tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar connosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nele vermos a luz. Cristo é Aquele que, tendo suportado a dor, Se tornou «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2).


Papa Francisco 
Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §§ 56-57
(trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


Primeiro que tudo, queremos recordar uma verdade, que muito bem conheceis e é absolutamente necessária no combate a qualquer veneno de racionalismo. Verdade, que muitos mártires selaram com o próprio sangue, e célebres Padres e Doutores da Igreja professaram e ensinaram constantemente. É a seguinte: a Eucaristia é um Mistério altíssimo, é, propriamente, o Mistério da fé, como se exprime a Sagrada Liturgia: "Nele só, estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as realidades sobrenaturais", como muito bem diz o nosso predecessor Leão XIII de feliz memória.[4]

São João Crisóstomo, que, como sabeis, tratou com tanta elevação de linguagem e tão iluminada piedade o Mistério Eucarístico, exprimiu-se nos seguintes termos precisos, ao ensinar aos seus féis esta verdade: "Inclinemo-nos sempre diante de Deus sem o contradizermos, embora o que Ele diz possa parecer contrário à nossa razão e à nossa inteligência; sobre a nossa razão e a nossa inteligência, prevaleça a sua palavra. Assim nos comportemos também diante do Mistério (Eucarístico), não considerando só o que nos pode vir dos nossos sentidos, mas conservando-nos fiéis às suas palavras. Uma palavra sua não pode enganar".[5]

Idênticas afirmações encontramos freqüentemente nos Doutores Escolásticos. Estar presente neste Sacramento o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Cristo, "não é coisa que se possa descobrir com os sentidos, diz Santo Tomás, mas só com a fé, baseada na autoridade de Deus. Por isso, comentando a passagem de São Lucas, 22,19: Isto é o meu corpo que será entregue por vós", diz São Cirilo: "Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente.[6]

Repetindo a expressão do mesmo Doutor Angélico, assim canta o povo cristão: Enganam-se em ti a vista, o tato e o gosto. Com segurança só no ouvido cremos: creio tudo o que disse o Filho de Deus. Nada é mais verdadeiro do que esta palavra de verdade.

Mais ainda: é São Boaventura quem afirma: Estar Cristo no Sacramento como num sinal, nenhuma dificuldade tem; estar no Sacramento verdadeiramente, como no céu, tem a maior das dificuldades: é pois sumamente meritório acreditá-lo.[7]

O mesmo dá a entender o Evangelho ao contar que muitos discípulos de Cristo, ao ouvirem falar de comer carne e beber sangue, voltaram as costas e abandonaram o Senhor, dizendo: Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las? Perguntando então Jesus se também os Doze se queriam retirar, Pedro afirmou, com decisão e firmeza, a fé sua e a dos Apóstolos, com esta resposta admirável: Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna [8]

Ao magistério da Igreja confiou o Redentor divino a palavra de Deus tanto escrita como transmitida oralmente, para que a guardasse e interpretasse. É esse magistério que devemos seguir, como estrela orientadora, na investigação desse Mistério, convencidos de que "embora não esteja ao alcance da razão e embora se não explique com palavras, continua sempre a ser verdade aquilo que há muito se proclama com a fé católica genuína e é objeto de crença em toda a Igreja". [9]

Ainda não é tudo. Salva a integridade da fé, é necessário salvar também a maneira exata de falar, não aconteça que, usando nós palavras ao acaso, entrem no nosso espírito, o que Deus não permita, idéias falsas como expressão da crença nos mais altos mistérios. Vem a propósito a advertência de Santo Agostinho sobre o modo diverso como falam os filósofos e os cristãos: "Os filósofos, escreve o Santo, falam livremente, sem medo de ferir os ouvidos das pessoas religiosas em coisas muito difíceis de entender. Nós, porém, devemos falar segundo uma regra determinada, para evitar que a liberdade de linguagem venha a causar maneiras de pensar ímpias, mesmo quanto ao sentido das palavras".[10]

Donde se conclui que se deve observar religiosamente a regra de falar, que a Igreja, durante longos séculos de trabalho, assistida pelo Espírito Santo, estabeleceu e foi confirmando com a autoridade dos Concílios, regra que, muitas vezes, se veio a tornar sinal e bandeira da ortodoxia da fé. Ninguém presuma mudá-la, a seu arbítrio ou a pretexto de nova ciência. Quem há de tolerar que fórmulas dogmáticas, usadas pelos Concílios Ecumênicos a propósito dos mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, sejam acusadas de inadaptação à mentalidade dos nossos contemporâneos, e outras lhes sejam temerariamente substituídas? Do mesmo modo, não se pode tolerar quem pretenda expungir, a seu talante, as fórmulas usadas pelo Concílio Tridentino ao propor a fé no Mistério Eucarístico. Essas fórmulas, como as outras que a Igreja usa para enunciar os dogmas de fé, exprimem conceitos que não estão ligados a uma forma de cultura, a determinada fase do progresso científico, a uma ou outra escola teológica, mas apresentam aquilo que o espírito humano, na sua experiência universal e necessária, atinge da realidade, exprimindo-o em termos apropriados e sempre os mesmos, recebidos da linguagem ou vulgar ou erudita. São, portanto, fórmulas inteligíveis em todos os tempos e lugares.

Pode haver vantagem em explicar essas fórmulas com maior clareza e em palavras mais acessíveis, nunca, porém, em sentido diverso daquele em que foram usadas. Progrida a inteligência da fé, contanto que se mantenha a verdade imutável da fé. O Concílio Vaticano I ensina que nos dogmas "se deve conservar perpetuamente aquele sentido que, duma vez para sempre, declarou a Santa Madre Igreja, e que nunca é lícito afastarmo-nos desse sentido, pretextando e invocando maior penetração".

-- Carta Encíclica Mysterium Fidei, Papa Paulo VI, em 3 de Setembro de 1965

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"... A verdade nasceu da Virgem Maria"


Santo Agostinho explica com feliz concisão: “O que é a verdade? É o Filho de Deus. O que é a terra? A carne. Pergunta a ti mesmo, onde nasceu o Cristo, e descobre por que da terra germinou a Verdade... A verdade nasceu da Virgem Maria "(Sl 85 [84], 13).

E, em um discurso sobre o Natal, ele diz: "Com esta festa, que retorna a cada ano, nós celebramos, comemoramos, então, o dia em que foi cumprida a profecia: "Da terra germinará a Verdade e a Justiça se inclinará do Céu”.  A verdade que está no seio do Pai Eterno surgiu da terra, porque esteve, igualmente, no seio de humana mãe. A Verdade que governa o mundo inteiro, emergiu da terra, porque foi amparada pelas mãos de uma mulher...

“A verdade, que o céu não é capaz de conter, brotou da terra para ficar deitada numa manjedoura. E para quem tão sublime vantagem? E por que motivo e para quem Deus se fez tão humilde? Certamente, sem nenhum benefício para Ele, Deus, mas para oferecer grande vantagem àqueles que creem”. “Desperte, humanidade! Por sua causa Deus tornou-se homem! Desperte, você que dorme; renasça e Cristo o iluminará! Dir-lhe-ei, novamente: por sua causa Deus tornou-se homem. Se Ele não tivesse nascido, você permaneceria morto por toda a eternidade.” (Sermões, 185, 1)


SANTO AGOSTINHO

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Um lírio sobre o qual estavam escritas, em letras de ouro, as palavras “Ave Maria”

Em meados do século XIV, vivia em uma clareira, um homem chamado Salaün. As pessoas o chamavam familiarmente "Le Fou du Bois"(O louco do bosque). Considerado um "inocente", uma pessoa simples, Salaün mendigava, implorando o pão, de fazenda em fazenda, repetindo incansavelmente: "Ave Maria! Salaün bem que comeria um pedaço de pão!".

Ele faleceu por volta de 1358 (aos 48 anos), sob a indiferença de todos. Salaün foi enterrado na aldeia de Lannuchen, perto da residência senhorial de Kergoff. Ainda hoje, pode-se ver o calvário, enquadrado por quatro pedras ovais provenientes do seu túmulo.

Mas, logo após a sua morte, descobriu-se, sobre o túmulo − perto do carvalho onde costumava se balançar e a fonte onde molhava o seu pão −, um lírio sobre o qual  estavam escritas as palavras "Ave Maria" , em letras de ouro.

Ao abrir o túmulo, constatou-se que aquele lírio tinha criado raízes nos lábios do falecido. O milagre rapidamente atraiu multidões e o povo quis construir uma capela sobre o túmulo do "inocente".

Em 1419, Monsenhor de La Rue, Bispo de Léon, abençoou o santuário que foi erguido como Colegiada, por João V, mais tarde, em 1423.

Fonte: UM MINUTO COM MARIA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

AMOR À BELEZA


O cristianismo é “amor à Beleza”, caminho da beleza, ou não é nada, afirmaram os mestres da espiritualidade cristã. Na língua grega se usa a palavra filocalia, que se traduz por amor à beleza: ser cristão é ser filocálico, é ser buscador e construtor do belo que é reflexo do Belo, Deus.
Deus caritas est: Deus é amor. Tudo o que fazemos e anunciamos aprofunda as raízes nessa certeza: Deus é amor. Amor que transforma o mármore bruto em obra de arte, em beleza. Quem de nós não conhece pessoas que eram pedra bruta, mármore sem brilho e pela graça foram transformados em beleza, em seres luminosos? Crer é belo! O Cristianismo é anúncio da vida bela, brotada da fonte do amor, Deus.
“A Beleza salvará o mundo”, escreveu o romancista e teólogo russo Fiódor Dostoievski. A Beleza que salvará o mundo é o Deus Trindade: harmonia e beleza sem limites, amor que une três Pessoas num Deus, a juventude do Filho, a feminilidade do Espírito, o encanto criador do Pai. Os místicos gostam de falar de Deus como “o Formoso”. Deus é a formosura que nos atrai incontrolavelmente.
Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, à imagem e semelhança da Beleza. O pecado não destruiu a imagem de Deus em nós, mas tirou-nos a beleza da semelhança com Deus. A finalidade da vida cristã é recuperar essa semelhança, recuperar a Beleza de Deus. A essa obra denominamos divinização, deificação: Deus se fez homem em Jesus para que o homem se tornasse Deus em Jesus. Jesus, narração da Beleza divina, nos faz participar dessa mesma Beleza pela fé, oração, caridade, orientadas pela Palavra de Deus. Ficamos santos, belos, ruminando a Palavra, dia por dia, a vida toda.
A Beleza divina a que nós somos chamados não é a beleza estética, mas a Beleza do Bem. O Cristo Crucificado é Belo em seu amor total por nós; um velhinho enrugado é belo na Luz que resplandece em sua face. A Trindade se revelou de modo pleno na beleza de Maria, venerada por todos os povos em sua beleza e encanto A filocalia, o amor à Beleza, quer nos ajudar e a contemplar nosso Deus, participar das energias divinas e assim sermos reflexos da Luz divina.
A Literatura cristã oferece diversas Filocalias: a da Antiguidade, com textos do Santos Pais gregos; a dos eslavos, volumosa, composta no Monte Athos no século XVIII e até hoje alimento tanto da vida monástica como da vida dos cristãos que buscam a santidade; as pequenas Filocalias editadas pelos mosteiros, Igrejas, nações...
Pe. José Artulino Besen
http://www.philocalia.com.br/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Virgem grávida de Guadalupe, Padroeira das Américas

Na colina de Tepeyac, ao norte da Cidade do México, ao raiar do dia 9 de dezembro de 1531, uma jovem senhora "resplandescente de luz” apareceu ao índio Juan Diego Cuauhtlatoatzin, revelando-lhe que era a Virgem Maria e pediu-lhe que dissesse ao Bispo da capital que ela desejava que uma capela fosse erguida, naquele local, para que nela todos pudessem louvar seu Filho, Jesus.

O Bispo, Juan de Sumárraga, incrédulo, pediu ao vidente que obtivesse um sinal, provando que a Senhora fosse realmente a Virgem Maria. Maria não tardou em dar-lhe o sinal solicitado. No dia 12 de dezembro, sua quarta e última aparição a Juan Diego, Nossa Senhora pediu que ele subisse a colina, colhesse as flores que lá estavam e as trouxesse. E eis que o homem descia o monte, bastante impressionado, com sua tilma – avental típico dos camponeses astecas − carregada das mais belas rosas e flores que já havia visto e, isso, em pleno inverno!

Em seguida, sob o apelo da Virgem, Juanito (como ela o chamava) foi ao encontro do Bispo, e abriu a sua tilma diante das pessoas reunidas em torno do Prelado. As rosas e as outras flores caíram e na tilma, surgiu, milagrosamente estampada, a fulgurante imagem da Virgem, revestida com um manto coberto de ouro.

Declarada Padroeira das Américas pelo Papa João Paulo II, a Virgem de Guadalupe é, igualmente, invocada pelos movimentos em defesa da família e em defesa da vida (pró-vida). De fato, ela mostra-se grávida, e a digitalização da imagem pelos cientistas, revelou ao fotógrafo José Carlos Salinas Chavez  o reflexo de uma família...

Fonte: UM MINUTO COM MARIA

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Tarde Te Amei" 

1.   
Tarde Te amei, oh Beleza tão antiga e tão nova... Tarde Te amei... Trinta anos estive longe de Deus. Mas durante esse tempo algo se movia dentro do meu coração... Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava... Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob Tua Guia e o consegui porque Tu Te fizeste meu auxílio.

2. Tu estavas dentro de mim e eu fora... «Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior». Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava... Eis que estavas dentro e eu fora. Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo...

3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu minha surdez... «Me fizeste entrar dentro de mim mesmo... Para não olhar para dentro de mim, eu havia me escondido. Mas Tu me arrancaste de meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo estava». Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”... Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha... Uma voz que dizia: “TOMA E LÊ, TOMA E LÊ!”

4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste minha cegueira. Então corri à Bíblia, a abri ao acaso e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: «Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo» (Rm 13,13s). Aquelas Palavras RESSOARAM dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida...

5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti... Deus... de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus... de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus... a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Assim foi como descobri a Deus e me dei conta de que no fundo era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente meu coração.

6. Provei-Te, e agora tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. «Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo». Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!...


7. E agora, Senhor, só amo a Ti ! Só sigo a Ti ! Só busco a Ti ! Só ardo por Ti !...

8. Tarde te amei! Tarde Te amei, oh Beleza tão antiga e tão nova ! Tarde demais eu Te amei !... Eis que estavas dentro e eu, fora. E fora Te buscava e lançava-me, disforme e nada belo, ante a beleza de tudo e todos que criaste. Estavas comigo e não eu Contigo...Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste minha surdez. Brilhaste, resplandeceste e Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste Teu Perfume e respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei,Te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora estou ardendo em desejos por Tua Paz !
 
Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29
Fonte: Aleteia

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

HORA DA GRAÇA UNIVERSAL



Hora da Graça Universal
                                                     NO DIA 8 DE DEZEMBRO

Nossa Senhora pediu a Pierina que todos os anos no dia 8 de Dezembro ao meio-dia fosse celebrada a Hora da Graça Universal. “Esta Hora da Graça vai produzir grandes e numerosas conversões. Corações frios e duros como mármores serão tocados pela Graça Divina e se tornarão fiéis ao amor do Senhor.” Disse Nossa Senhora à Pierina no dia 22 de Novembro de 1947.  


A SÉTIMA APARIÇÃO EM MONTICHIERI – ITALIA (08/12/1947)

                        Aqui em Montichiari quero ser chamada “ROSA MÍSTICA”. Nesta festa mariana por excelência, escolhida para a aparição, milhares de pessoas vieram de todas as partes; Pierina Gilli conseguiu entrar com dificuldade e dirigir-se ao lugar central onde se deram as aparições anteriores, e começou a rezar o Rosário. De repente Pierina exclamou: “Oh! A Senhora”! Contemplou a Mãe de Deus na parte superior de uma escada branca que chegava à terra ladeada de rosas brancas, vermelhas e amarelas. À Virgem, sorrindo, disse: Eu sou a Imaculada Conceição, sou a Mãe da graça, Mãe do Divino Filho, Jesus Cristo. Quero que, ao meio dia de cada 08 de Dezembro, seja celebrada a hora de ação de graças para todo o mundo; mediante esta devoção se alcançarão graças para a alma e para o corpo. Nosso Senhor, meu Divino Filho, concederá sua misericórdia, contando que os bons não deixam de orar pelos irmãos pecadores; é preciso informar rapidamente ao Supremo pastor da Igreja Católica, o Papa Pio XII, o meu desejo de que esta hora de graça seja conhecida e estendida por todo o mundo. Quem não puder ir a Igreja, que reze em sua casa ao meio-dia e obterá as minhas graças, e se alguém vier orar com lágrimas de arrependimento sobre estas lajes encontrará uma escada certa para ir ao céu, junto com a proteção do meu coração materno.
                         “Vede este coração que ama tanto os homens enquanto a maioria deles o injúria”. Se todos, bons e maus, se reunirem em oração, obterão deste coração misericórdia e Paz. Os bons acabam de obter, pela minha intercessão, a misericórdia do Senhor, que teve um grande castigo.
                      “Tenho preparada uma abundância de graças para todos os filhos que escutam minha voz e guardam os meus desejos”.

                                              8 de Dezembro:
                                  A Hora da Graça Universal

Conforme aparição de Nossa Senhora Rosa Mística em Fontanelle (Itália) para Pierina, foi revelado que, no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, ao meio dia (12:00 hs), será a hora da graça universal. Nossa Senhora irá interceder, de maneira muito especial, pelos nossos pedidos, feitos neste horário.

Imaculada de Maria, por todos os Vossos méritos, abri as portas do Vosso Coração e deixai espalhar pelo mundo todo, graças incontáveis, repletas de bênçãos espirituais e temporais. (fazer os pedidos)

Reza-se em seguida:
7 Ave-Maria em honra das 7 dores do Coração Imaculado.
3 Glórias ao Pai em honra da Santíssima Trindade intercaladas com: Rosa Mística, rogai por nós.

Como preparação para o evento do dia 08 de Dezembro, Nossa Senhora indicou o que deveria ser feito:

“Oração e Penitência. Rezem três vezes ao dia, todos os dias, o Salmo 50, “Miserere”, de braços abertos.” 
                                    Salmo 50 – Miserere

Tende piedade de mim, ó Deus por teu amor!
Por tua compaixão, apaga a minha culpa.
Lava-me completamente da minha iniquidade,
purifica-me do meu pecado,
pois reconheço a minha culpa.
Meu pecado esta sempre diante de mim.
Pequei contra ti, pratiquei o que é mau aos teus olhos,
tu amas um coração sincero,
e no intimo me ensinas a sabedoria,
purifica-me  e  ficarei puro.
Lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
Faz-me ouvir o júbilo e a alegria,
que se alegre os ossos que esmagastes.
Ó Deus, põem em mim um coração puro.
Coloque em meu peito um espírito decidido, firme.
Senhor,  não me rejeites para longe de tua face,
não retires de mim o teu Santo Espírito.
Livra-me do crime de sangue, ó Deus, meu Salvador,
e  a minha língua louvará altamente a tua justiça.
O meu sacrifício é um espírito contrito
O meu sacrifício é um coração contrito e esmagado

E isto não o desprezas!

No dia 8 de Dezembro de 1854, Pio IX definiu solenemente este dogma da Imaculada Conceição:
“Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo… declaramos, proclamamos e definimos que a beatíssima Virgem Maria foi preservada e eximida de toda a mácula do pecado original no primeiro instante da sua conceição, por graça e especial privilégio de Deus e em vista dos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do género humano” (Denziger 1641)

DIVULGUE ESTA MENSAGEM E NOSSA SENHORA LHE CONCEDERÁ MUITAS GRAÇAS...