A Criação e o erro dos criacionistas
Hoje num encontro com membros da Pontifícia Academia de Ciências, o Papa Francisco falou brevemente sobre a criação. Acho que ficou muito bom, pois em breve palavras explica a questão do criacionismo, a ciência, e a visão da Igreja.
"Quando lemos o relato da criação na Bíblia podemos imaginar que Deus é um mágico que com uma varinha de condão criou todas as coisas. Porém não é assim. Deus criou a natureza e a deixou se desenvolver segundo as regras de cada coisa, para que possa alcançar sua potencialidade. Deu a tudo autonomia, a todos seres do universo, ao mesmo tempo que lhes assegurava sua presença contínua. E assim a criação seguiu sua marcha por séculos e séculos, milênios e milênios, até se converter no que conhecemos hoje; exatamente porque Deus não é um mágico, mas sim o Criador de todas as coisas. O início do mundo não é obra do caos nem Deus deve sua origem à algum outro, mas deriva diretamente de um princípio supremo que cria tudo por amor. O Big Bang, onde se situa a origem do mundo, não contradiz a intervenção de um Deus criador, mas ao contrário, requer. A evolução da natureza não contraria a idéia da criação, por que a evolução pressupõe a criação daquilo que evolui.
Quando ao ser humano, há uma mudança e uma novidade. Quando, no sexto dia da história do Gênesis, chega a criação do homem, Deus dá ao ser humano outra autonomia, algo diferente de toda natureza, que é a liberdade. E diz ao homem que ponha nome em todas as coisas e siga adiante o curso da história. Faz o homem responsável pela criação, para que domine a criação, para que a desenvolva até o final dos tempos."
Fonte: Tesouros da Igreja Católica
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JESUS, EU CONFIO EN VÓS
O que é extraordinário, nos textos e mensagens entre Jesus e a Irmã Faustina, é que em qualquer dos textos citados podemos identificar-nos com a Irmã Faustina, como se estas mensagens estejam diretamente dirigidas a cada um de nós. A alma que tem sede de Deus, e por ter procurado uma intimidade com Ele, mas sem saber como a alcançar, está agora em plena consciência, enquanto anteriormente não distinguia claramente a Sua voz, nem compreendia a Sua mensagem, a partir da leitura das declarações de Jesus e suas interpretações da Irmã Faustina, o véu abriu-se e agora tudo ficou transparente e nítido.
Estas mensagens, que nos foram dirigidas, ao longo de toda a nossa vida, ganharam sentido, ultrapassando a barreira do tempo e agora disponíveis e compreensíveis para todos aqueles que o desejam, em comunhão com os Santos e a Santa Igreja, pela graça da Misericórdia Divina.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Presbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia sobre a 1ª carta aos Coríntios 4, 3; PG 61,34
sábado, 18 de outubro de 2014
A leitura das Sagradas Escrituras é um prado espiritual e um paraíso de delícias, bem mais agradável do que o Paraíso de outrora. Deus não plantou este paraíso na terra, mas nas almas dos fiéis. Não o plantou no Éden nem no Oriente, num local específico (Gn 2,8), mas espalhou-o por todo o mundo, até aos confins da terra habitada. E, uma vez que compreendes que ele espalhou as Sagradas Escrituras por toda a terra habitada, escuta o profeta que diz: «Por toda a terra caminha o seu eco, até aos confins do universo a sua palavra» (Sl 18,5; Rom 10,18). […]
Presbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
3ª Homilia sobre a inscrição dos Actos dos Apóstolos; PG 51,87
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Monge trapista espanhol - Escritos espirituais, 11/08/1934
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O quanto Deus deseja ver um coração que verdadeiramente se dá por completo a Ele! Com que amor ardente não o amará! Quantos sinais de ternura não lhe prodigalizará, já aqui, nesta vida na Terra! Quantos bens, quanta felicidade, quanta glória não lhe preparará nos céus! […]
Almas fiéis! Caminhemos ao encontro de Jesus; se Ele tem a felicidade de nos possuir, temos nós a de O possuir a Ele: a troca é muito mais vantajosa para nós do que para Ele. «Teresa», disse um dia o Senhor a esta santa [de Ávila], «não tinhas sido, até aqui, completamente minha; agora que és integralmente minha, fica a saber que Eu sou teu completamente.» […] Deus arde de um desejo extremo de Se unir a nós; mas é preciso que também nós zelemos no cuidado de nos unirmos a Deus.
Bispo, Doutor da Igreja
6º Discurso para a novena de Natal
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Carta 130, a Proba, sobre a oração, 11-12 (trad. cf bréviaire 3ª feira da XXIX semana do Tempo Comum)
sábado, 4 de outubro de 2014
(Dos ensinamentos de Jesus à Irmã Consolata)
O teu Coração Divino antecipava a ceifa (Jo 4,35)
Erguendo os olhos para a santa montanha
Murmuravas o nome de todos os teus eleitos
Para que a tua ceifa fosse logo feita.
A cada dia, meu Deus, imolo-me e peço
Que as minhas alegrias e prantos
Sejam pelos teus ceifeiros.
Recorda-Te. […]
Que gritou, voltando-Se para o céu:
«Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder» (Mc 14,62)
Que Ele era o Filho de Deus, ninguém queria acreditar (Mt 27,40ss),
Porque estava escondida a sua inefável glória.
Ó Príncipe da Paz (Is 9,5),
Eu reconheço-Te,
Eu creio em Ti!
Recorda-Te.
Nos dizias: «Porque Me viste, acreditaste.
Felizes os que crêem sem terem visto» (Jo 20,29)
Na sombra da fé, amo-Te e adoro-Te
Ó Jesus! Para Te ver, espero em paz a aurora,
Que o meu desejo não é
Ver-Te aqui na Terra.
Recorda-Te.
Não podias deixar-nos órfãos
E, fazendo-Te prisioneiro na Terra,
Soubeste esconder os teus raios divinos.
Mas a sombra do teu véu é luminosa e pura,
Pão vivo da fé, alimento celeste (Jo 6,35),
Ó mistério de amor!
O Pão nosso de cada dia, para mim,
És tu, Jesus!
Carmelita, Doutora da Igreja
Poema «Jesus, meu amado, recorda-Te!»; estr. 15, 23, 27-28
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
— Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
O AMOR A DEUS
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
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O poder de Deus Criador
O conteúdo do Salmo 92, sobre o qual hoje nos detemos, é sugestivamente expresso por alguns versículos do Hino que a Liturgia das Horas propõe para as vésperas da segunda-feira: Ó imenso criador, / que ao ímpeto das correntes marcastes o percurso e o limite / na harmonia da criação / tu que à áspera solidão / da terra sequiosa /deste o refrigério / das correntes e dos mares.
Antes de entrar no coração do Salmo, dominado pela imagem das águas, desejamos captar a sua tonalidade de fundo, o género literário que o domina. De fato, este Salmo, como os Salmos 95-98, é definido pelos estudiosos da Bíblia como "o cântico do Senhor rei". Exalta aquele Reino de Deus, fonte de paz, de verdade e de amor, que nós invocamos no "Pai-Nosso" quando imploramos: "Venha a nós o Vosso Reino!".
Com efeito, o Salmo 92 começa precisamente com uma exclamação de júbilo que diz assim: "Reina o Senhor" (v. 1). O Salmista celebra a realeza de Deus, isto é, a sua acção eficaz e salvífica, criadora do mundo e redentora do homem. O Senhor não é um imperador impassível, confinado no seu céu distante, mas está presente no meio do seu povo como Salvador poderoso e grande no amor.
Na primeira parte do hino de louvor prevalece o Senhor rei. Como um soberano Ele senta-se num trono de glória, um trono inabalável e eterno (cf. v. 2). O seu manto é o esplendor da transcendência, o cinto das suas vestes é a omnipotência (cf. v. 1). Precisamente a soberania omnipotente de Deus revela-se no centro do Salmo, caracterizado por uma imagem impressionante, a das águas caudalosas.
O Salmista menciona de modo mais particular a "voz" dos rios, ou seja, o bramido das suas águas. Efetivamente, o fragor de grandes cataratas produz, sobre aqueles que estão ensurdecidos e com todo o seu corpo tomado pelo estremecimento, uma sensação de grande força. O Salmo 41 recorda esta sensação quando diz: "O abismo chama outro abismo no fragor das vossas cataratas. Todas as vossas vagas e torrentes passaram sobre mim" (v. 8). Face a esta força da natureza o ser humano sente-se pequeno. Mas o Salmista usa-a como trampolim para exaltar o poder, muito maior, do Senhor. À tripla repetição da expressão "as correntes elevam" (cf. Sl 92, 3) a sua voz, corresponde a tripla afirmação do poder superior de Deus.
Os Padres da Igreja gostam de comentar este Salmo aplicando-o a Cristo Senhor e Salvador. Orígenes, traduzido por São Jerónimo em latim, afirma: "O Senhor reinou, revestiu-se de beleza. Isto é: aquele que anteriormente tinha tremido na miséria da carne, resplandece agora na majestade da divindade". Para Orígenes, os rios e as águas que elevam as suas vozes representam as "figuras eminentes dos profetas e dos apóstolos", que "proclamam o louvor e a glória do Senhor, anunciam os seus juízos para todo o mundo".
Santo Agostinho desenvolve de modo ainda mais amplo o símbolo das correntes e dos mares. Como rios repletos de águas fluentes, isto é, cheios do Espírito Santo e fortificados, os Apóstolos já não têm receio e finalmente levantam a sua voz. Mas "quando Cristo começou a ser anunciado por tantas vozes, o mar começou a agitar-se". Na agitação do mar do mundo escreve Agostinho parece que a barca da Igreja flutua receosa, contrariada por ameaças e perseguições, mas "no alto, o Senhor é admirável": ele "caminhou sobre as águas do mar e acalmou o seu fragor".
Mas o Deus soberano de todas as coisas, omnipotente e invencível, está sempre próximo do seu povo, ao qual dá os seus ensinamentos. Eis a ideia que o Salmo 92 oferece no seu último versículo: ao trono altíssimo do céu sucede o trono da arca do templo de Jerusalém, o poder da sua voz cósmica é substituído pela doçura da sua palavra santa e inefável: "São dignos de fé os Vossos testemunhos, da Vossa casa é própria a santidade, ó Senhor, por toda a extensão dos dias" (v. 5).
Encerra-se desta maneira um hino breve mas de grande intensidade. É uma oração que gera confiança e esperança nos fiéis que muitas vezes se sentem agitados, receosos de serem arrastados pela tempestade da história e atingidos por ameaçadoras forças obscuras.
Podemos reconhecer um eco deste Salmo no Apocalipse de João, quando o Autor inspirado, ao descrever a grande assembleia celeste celebra a derrocada da Babilónia opressiva, e afirma: "Ouvi, então, como que a voz de uma grande multidão, como o ruído de muitas águas e como o ribombar de grandes trovões que dizia: "Aleluia! Eis que o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso, tomou posse do Seu Reino"" (19, 6).
Concluimos a nossa reflexão sobre o Salmo 92 dando a palavra a São Gregório de Nazianzo, o teólogo por excelência entre os Padres. Fazemo-lo com um seu bonito cântico no qual o louvor a Deus, soberano e criador, assume um aspecto trinitário: "Tu [Pai], criaste o universo, a cada coisa atribuíste o lugar que lhe compete e tudo mantiveste em virtude da tua providência... é Deus-Filho o teu Verbo: de fato, é consubstancial ao Pai, e igual a Ele na honra. Ele conciliou harmoniosamente o universo, para reinar sobre tudo. E, abraçando tudo, o Espírito Santo, Deus, de tudo cuida e tudo defende. A Ti proclamarei, Trindade viva, como único e só monarca... força inabalável que rege os céus, cuja visão não é acessível aos olhos mas que contempla todo o universo e conhece qualquer profundidade secreta da terra até aos abismos. Ó Pai, sê benigno comigo: ... que eu possa encontrar misericórdia e graça, porque a ti são dadas glória e graças até ao fim dos tempos" .
-- Santo João Paulo II, na audiência de 3 de Julho de 2002 (papa)
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Eis a prova de que não foi a riqueza mas o orgulho que levou a que o rico fosse castigado. O pobre foi levado para o seio de Abraão; mas as Escrituras dizem de Abraão que ele tinha muito ouro e prata e que era rico na terra (Gn 13,2). Se todos os ricos são enviados para o lugar dos tormentos, como pôde Abraão receber o pobre no seu seio? Acontece que Abraão, com toda a sua riqueza, era pobre, humilde, respeitador e obedecia a todas as ordens de Deus. Ele tinha a sua riqueza em tão pouca conta que, quando Deus lho pediu, aceitou oferecer em sacrifício o filho a quem destinava essa riqueza (Gn 22,4).
Aprendei, pois, a ser pobres e ter necessidades, quer possuais alguma coisa neste mundo quer não possuais nada. Porque encontramos mendigos cheios de orgulho e ricos que confessam os seus pecados. «Deus resiste aos orgulhosos», estejam eles cobertos de seda ou de trapos, «mas dá a sua graça aos humildes» (Tg 4,6), quer eles possuam, ou não, bens deste mundo. Deus olha para o interior; é aí que avalia, aí que examina.
Bispo de Hipona (Norte de África), Doutor da Igreja
Discursos sobre os salmos, Sl 85; CCL 39, 1178
quarta-feira, 19 de março de 2014
Como foi fiel em humildade, este grande santo [que festejamos]! E tal não se pode dizer com base na sua perfeição pois, apesar de ser quem era, em que pobreza e opróbrio viveu durante toda a sua vida! Pobreza e opróbrio sob os quais escondeu e encobriu as suas grandes virtudes e a sua dignidade. […] Na verdade, não tenho dúvida nenhuma de que os anjos, cheios de admiração, vieram em bando considerar e admirar a sua humildade, quando ele guardava o Menino na oficina onde praticava o seu ofício, para alimentar o Filho e a Mãe que lhe estavam confiados.
Bispo de Genebra, Doutor da Igreja
Conversas, nº 19
terça-feira, 18 de março de 2014
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
No Greater Love
segunda-feira, 10 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Monja beneditina - Exercícios, n° 5; SC 127
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
http://www.consolatabetrone-monasterosacrocuore.it/page/POR/preghieracuore.html
O que a Virgem Maria ensina a Joana da França
Joana, liberada de seus deveres conjugais, fundou, então, em Bourges, a Ordem da Virgem Maria (l´Annonciade). A Virgem Maria ensinou três coisas a Joana, apropriadas para fazê-la progredir no caminho do prazer de Deus e da união com o Cristo: a escuta da Palavra de Deus, a meditação sobre a Paixão de Cristo e o amor à Eucaristia.
O confessor de Joana relata que a Virgem também pediu à jovem que se tornasse uma artesã da paz − no local onde residia −, de ser sua advogada, nas suas conversas e palavras, de tentar estabelecer a paz entre todas as pessoas com quem ela vivia, de não dizer nada além de palavras de paz, levando em conta a salvação das almas, de não dar ouvidos às palavras caluniosas, de perdoar, sempre, e de sempre pedir desculpas. Fazer isso é um abençoado caminho de vida.
Mosteiro de l´Annonciade










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